Os preços do petróleo arrancam a semana com uma queda muito ligeira, numa altura em que o mercado continua a seguir os desenvolvimentos na Venezuela e no Irão.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os Estados Unidos da América (EUA) – desce 0,64%, para os 58,91 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a desvalorizar 0,3% para os 63,15 dólares por barril. Com a escala de conflitos geopolíticos, os dois índices subiram 3% na semana passada.
Os protestos no Irão entram na terceira semana, e o Presidente dos EUA, Donald Trump, disse que a Casa Branca está a ponderar “opções fortes” para intervir. O Irão afirmou, no entanto, que a situação está “sob controlo total” após a escalada de violência do fim-de-semana.
O aumento do conflito levou à subida do prémio de risco nos preços do petróleo, mas o mercado parece ainda estar a subestimar a ideia de um conflito mais alargado entre os EUA e o Irão, que poderia impactar as exportações de petróleo no Estreito de Ormuz. O Irão é o quarto maior produtor de crude no mundo e exporta cerca de dois milhões de barris todos os dias.
Até que os protestos “interrompam efectivamente as exportações ou o transporte marítimo, o mercado irá, na sua maioria, ignorá-los”, afirmou Haris Khurshid, director de investimentos da Karobaar Capital, citado pela Bloomberg, acrescentando que “a fasquia para um aumento da volatilidade é baixa.”
Na Venezuela, espera-se que a retoma das exportações em breve, já que Trump afirmou na semana passada que Caracas deverá entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos EUA, e as empresas do sector já se mobilizam para encontrar navios que transportem a matéria-prima.
Na sexta-feira (9), Trump convocou os líderes das gigantes petrolíferas, incluindo a Chevron e a Exxon, para uma cimeira na Casa Branca para discutir o conflito. O Presidente prometeu 100 mil milhões de dólares para reconstruir o sector petrolífero venezuelano, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP). No entanto, Trump disse estar inclinado a retirar a Exxon da operação, depois de o CEO ter dito que a Venezuela é um país “inviável para investimentos”.
No sábado, Trump assinou uma ordem executiva para proteger as receitas petrolíferas do país sul-americano mantidas nos cofres norte-americanos, e esta madrugada afirmou-se mesmo como presidente interino da Venezuela.
























































