A taxa de inflação homóloga em Angola fixou-se em 15,70% no mês de Dezembro de 2025, registando uma desaceleração de 11,80 pontos percentuais em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o índice se situava nos 27,50%, indicou o Instituto Nacional de Estatística (INE) angolano, segundo informou a Lusa.
De acordo com uma nota divulgada pelo INE, que acompanha a evolução do Índice de Preços no Consumidor Nacional (IPCN), a tendência de abrandamento foi igualmente notada em relação ao mês anterior, com uma variação negativa de 0,86 pontos percentuais face a Novembro, mês em que a inflação se situara nos 16,56%.
Os dados mostram que a trajectória de desaceleração foi consistente ao longo de todo o ano, com o índice a recuar de 26,48% em Janeiro para os actuais 15,70% em Dezembro — o valor mais baixo desde Setembro de 2023, mês em que se registou uma taxa de 15,01%.
Apesar da desaceleração do índice geral, algumas categorias de despesa continuaram a evidenciar subidas expressivas nos preços, com destaque para a classe dos Transportes, que registou o maior aumento homólogo, com 19,18%, seguida pela Saúde, com 17,38%. A classe que inclui Habitação, Água, Electricidade e Combustíveis teve uma variação de 17,01%, enquanto a de Alimentação e Bebidas não Alcoólicas subiu 16,15%.
Em sentido oposto, a classe Comunicações registou a menor variação, com um acréscimo de apenas 4,85%. Já Lazer, Recreação e Cultura aumentou 11,02% e Educação 13,40%.
No que diz respeito à contribuição para a inflação total, a categoria de Alimentação e Bebidas não Alcoólicas teve o maior peso, representando 9,78 pontos percentuais do índice registado em Dezembro, o equivalente a 62,30% da inflação global do mês.
A análise regional do IPCN revela que as províncias com menor variação homóloga dos preços foram Huambo (13,60%), Cuando Cubango (14,06%) e Luanda (14,20%). Por outro lado, Cabinda registou a inflação mais elevada do país, com 25,54%.


























































