O Governo de Cabo Verde manifestou preocupação com a caução exigida pelos Estados Unidos da América (EUA) para pedidos de visto, considerando que a medida compromete a mobilidade com a diáspora. A secretária de Estado das Comunidades, Vanusa Barbosa, afirmou que o país quer sair desta lista para facilitar o fluxo de viagens entre os dois países.
“Não queremos continuar nessa lista porque compromete a mobilidade de Cabo Verde com a sua grande diáspora nos EUA”, disse Vanusa Barbosa, salientando a importância de manter a ligação com os cabo-verdianos que viajam a negócios ou férias.
A responsável destacou também que o arquipélago recebe visitantes dos EUA, reforçando a necessidade de mobilidade em ambos os sentidos. “Queremos que esse fluxo continue nos dois sentidos, de ida e volta, e vamos trabalhar com a nossa comunidade para ouvir as suas preocupações e reforçar a importância de cumprir as regras”, acrescentou.
Durante a sua visita aos EUA, entre 14 e 19 deste mês, Vanusa Barbosa vai dialogar directamente com emigrantes cabo-verdianos. O objectivo é garantir que não sejam infringidas as leis norte-americanas e permitir que Cabo Verde saia da lista de cauções o mais rapidamente possível.
Na última quarta-feira, 7 de Janeiro, o Governo cabo-verdiano lamentou a exigência de caução, mas responsabilizou os cidadãos que excedem os prazos de permanência. O Executivo apelou ao cumprimento das leis norte-americanas, frisando que a medida afecta a mobilidade da diáspora e o intercâmbio com o arquipélago.
Cabo Verde apresenta uma taxa de ‘overstay’ (permanência além do tempo permitido) de 13,26%, superior à registada em 2013, que era de 12,41%. Segundo o Governo, estes números são mais altos do que os de vários outros países, factor que motivou a inclusão do país na lista norte-americana.
Recentemente, os EUA incluíram Cabo Verde e Angola numa lista de 38 Estados cujos cidadãos que viajem a negócios ou turismo terão de prestar uma caução até 15 mil dólares. Os EUA são um dos principais destinos da diáspora cabo-verdiana e o país vai disputar este ano o seu primeiro campeonato do mundo de futebol em solo norte-americano.
Fonte: Lusa


























































