A bolsa de Nova Iorque encerrou a sessão desta quinta-feira, 8 de Janeiro, em terreno misto, com apenas o Dow Jones em terreno positivo.
Assim, o Dow Jones somou 0,56%, para 49 269,68 pontos, o S&P 500 perdeu 0,01%, para 6920,40 pontos, e o tecnológico Nasdaq cedeu 0,44%, para 23 480,02 pontos.
Wall Street fechou sem uma tendência clara nesta quinta-feira, com os investidores focados na situação geopolítica, particularmente nos desenvolvimentos em torno da Venezuela, da Gronelândia e do mercado petrolífero. Tudo isto enquanto acompanhavam de perto os dados macroeconómicos e as tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump, que voltaram a impactar o mercado.
Houve ainda algum optimismo a limitar quedas mais acentuadas, depois de a Fitch ter revisto em alta, esta quinta-feira, a sua previsão de crescimento para os Estados Unidos da América (EUA), estimando que o Produto Interno Bruto cresça 2,1% em 2025 e prevendo um crescimento de 2% este ano, após a incorporação de dados económicos que haviam sido adiados pela paralisação do Governo no ano passado.
A intervenção militar dos EUA na Venezuela e a incerteza em torno dos planos do Governo norte-americano para o país e para o sector petrolífero estão a provocar significativa volatilidade no mercado. Além disso, o Presidente venezuelano afirmou que o país comprará apenas produtos dos EUA com a receita gerada pelas vendas de petróleo bruto.
“Além do petróleo, os eventos na Venezuela são extremamente incomuns. Uma intervenção directa dos EUA, removendo a liderança de um país e assumindo o controlo do acesso aos seus recursos naturais, representaria uma escalada significativa. Isso levanta questões incómodas sobre quem poderá ser o próximo alvo: Colômbia, Gronelândia ou Canadá – todas regiões que Trump já visou anteriormente, seja pelos recursos naturais, pelo posicionamento estratégico ou por ambos”, observou Ipek Ozkardeskaya, analista sénior da Swissquote.
O sector da defesa tem estado no centro das atenções entre os investidores, depois de o Presidente dos EUA ter anunciado que o orçamento militar e de defesa deverá atingir 1,5 bilião de dólares em 2027, um valor significativamente superior aos 901 mil milhões de dólares aprovados pelo Congresso para 2026.



























































