Os principais índices asiáticos encerraram esta quinta-feira, 8 de Janeiro, com perdas em praticamente toda a linha, acompanhando a desvalorização dos índices norte-americanos, numa sessão em que as acções da região recuaram pelo segundo dia consecutivo pela primeira vez este ano. Já pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 caem cerca de 0,30%, apontando para uma abertura em baixa.
Pelo Japão, o Nikkei perdeu 1,63% e o Topix caiu 0,77%. O sul-coreano Kospi – índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e Inteligência Artificial – destoou e conseguiu avançar ligeiros 0,029%, tendo atingido um novo recorde durante a sessão nos 4622,32 pontos, ao passo que o índice de referência de Taiwan perdeu 0,25%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,23% e o Shanghai Composite cedeu 0,068%.
Os movimentos do mercado sugerem que o optimismo que impulsionou os activos de risco desde o arranque deste ano pode estar a começar a desvanecer face à crescente incerteza geopolítica. Para além das renovadas tensões comerciais entre Pequim e Tóquio, também declarações do Presidente norte-americano, Donald Trump, vieram a pressionar o sentimento dos investidores.
“Os mercados estão a fazer uma pausa após um início forte em 2026, e ninguém quer adicionar novos riscos antes do relatório de emprego dos Estados Unidos da América (EUA) esta sexta-feira”, disse à Bloomberg Charu Chanana, do Saxo Markets. “O debate sobre a Reserva Federal (Fed) ainda não está resolvido, e as manchetes sobre segurança regional mantêm o posicionamento cauteloso”, acrescentou.
Pelo Japão, o SoftBank Group foi o que contribuiu mais para a queda do Topix, ao afundar 7,59%.
A negociação pelo continente asiático foi pressionada pela China, que agravou a tensão comercial com o Japão ao anunciar uma investigação “antidumping” sobre importações de um gás químico usado na produção de semicondutores, depois de impor restrições à exportação de produtos de uso dual.
O Ministério do Comércio chinês justificou a medida com base numa queixa da indústria doméstica, que alegou uma queda de 31% nos preços das importações japonesas de diclorosilano entre 2022-24.
Nesta linha, acções de empresas japonesas de materiais para a produção de “chips”, incluindo a Shin-Etsu Chemical (-3,99%) e a Resonac Holdings (-4,17%), caíram. “A deterioração das relações entre o Japão e a China é, por si só, negativa para as empresas japonesas”, explicou à agência de notícias financeiras Takeru Ogihara, da Asset Management One.
Já pela Coreia do Sul, onde o principal índice tem conseguido fixar sucessivos recordes, a gigante de tecnologia Samsung Electronics (-1,56%) espera um lucro operacional recorde de cerca de 20 biliões de wons (11,8 mil milhões de euros) para o quarto trimestre de 2025, anunciou esta quinta-feira a empresa. Se confirmado, o valor vai triplicar o lucro operacional registado no mesmo período de 2024, de acordo com as previsões publicadas pela empresa sul-coreana, antes de apresentar os resultados financeiros do período, no final deste mês.



























































