Os índices asiáticos encerraram a sessão desta quarta-feira (7) com uma maioria de perdas, depois de terem registado o melhor início de ano de sempre que levou as principais praças bolsistas da região a atingirem novos recordes. Pela Europa, os futuros do Euro Stoxx 50 negoceiam praticamente inalterados.
Pelo Japão, o Nikkei perdeu 1,06% e o Topix caiu 0,77%. O sul-coreano Kospi — índice com grande peso de cotadas ligadas à tecnologia e Inteligência Artificial — avançou 0,57%, tendo atingido um novo recorde durante a sessão nos 4611,72 pontos, ao passo que o índice de referência de Taiwan perdeu 0,46%. Já pela China, o Hang Seng de Hong Kong desvalorizou 1,14% e o Shanghai Composite somou ligeiros 0,052%, tendo renovado máximos históricos nos 4098,78 pontos.
Depois de quatro sessões consecutivas de fortes ganhos pela Ásia, o Índice de Força Relativa (RSI) de 14 dias — um indicador de momentum que mede a velocidade e a mudança dos movimentos dos preços num determinado período temporal — do benchmark regional MSCI Ásia-Pacífico escalou acima dos 70 pontos esta semana, entrando em território de sobrecompra pela primeira vez desde Outubro.
A influenciar as perdas estiveram novas tensões comerciais entre a China e o Japão. Nesta linha, Pequim decidiu impor novos controlos às exportações para o país vizinho e nem o optimismo em relação à IA e as expectativas de flexibilização de política monetária pelos Estados Unidos da América (EUA) conseguiram impulsionar as acções.
O Ministério do Comércio chinês indicou, em comunicado citado pela Lusa, que passa a estar proibida a exportação de artigos com potenciais aplicações militares, se destinados a utilizadores finais japoneses do sector militar ou a qualquer uso que possa reforçar a capacidade bélica do Japão.
A medida entrou em vigor no momento da sua publicação. Um porta-voz do Ministério justificou a decisão com “declarações erróneas” de responsáveis japoneses sobre Taiwan, nas quais “insinuaram a possibilidade de uma intervenção militar no Estreito”, o que, segundo Pequim, constitui “grave interferência” nos assuntos internos da China e uma violação do princípio de “uma só China”.
As declarações em causa remontam a Novembro, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu que o eventual uso da força por parte da China em Taiwan poderia justificar uma intervenção das Forças de Autodefesa do Japão.
E à medida que a incerteza geopolítica cresce um pouco por toda a parte, Naomi Fink, da Amova Asset Management, antecipa à Bloomberg: “Teremos um caminho mais acidentado do que os mercados estão a prever”, já que “as tensões geopolíticas estão generalizadas em todo o mundo actualmente [e] o mercado está, de certa forma, a ignorá-las.”

























































