A Samsung Electronics quer, em 2026, aumentar para o dobro o número de dispositivos móveis equipados com recursos da chamada Galaxy AI, a sua Inteligência Artificial (IA) integrada, hoje alimentada principalmente pelo modelo Gemini da Google.
Segundo a Reuters, a meta é saltar de 400 milhões de aparelhos — número atingido no fim de 2025 — para 800 milhões de smartphones, tablets e outros dispositivos móveis nos próximos 12 meses.
A iniciativa amplia a aliança estratégica da Samsung com a Google, principal provedora do Android, e fortalece a posição da gigante tecnológica americana na corrida global de IA, que inclui rivais como a OpenAI.
Na edição 2026 da Consumer Technology Association (CES), que começa nesta terça-feira (6) e vai até ao dia 9 de Janeiro, a empresa pretende apresentar a sua nova linha de dispositivos domésticos inteligentes. O destaque fica para a integração da IA em electroelectrónicos e televisores, que agora utilizam a Inteligência Artificial em múltiplas frentes para optimizar a experiência do utilizador.
Apesar da forte presença no mercado de foldables (ou dobráveis), e em Smart TV, a empresa enfrenta uma crescente concorrência de fabricantes chinesas, como a Huawei e a Xiaomi.
Segundo dados da consultoria Counterpoint, a Apple foi a maior fabricante de smartphones em 2025, e é esperada para entrar no segmento de telefones dobráveis em 2026. A Samsung, por sua vez, controlava cerca de dois terços desse mercado no terceiro trimestre de 2025.
O avanço da Galaxy AI também beneficia a Google, que lançou a nova geração do Gemini em Novembro. O Gemini 3 superou modelos concorrentes em testes padronizados de desempenho em Inteligência Artificial e levou a OpenAI a declarar um “alerta vermelho” interno, redireccionando esforços para acelerar o lançamento do modelo GPT-5.2.
Segundo a revista Exame, o reconhecimento da marca Galaxy AI registou um salto impressionante, aumentando a sua penetração no público de 30% para 80%. Entre as funções mais populares, destacam-se a edição de imagens com ferramentas generativas, tradução automática e resumos de textos, itens que concorrem directamente com as capacidades oferecidas pelo iPhone.
Porém, há desafios pelo caminho. A escassez global de chips de memória afecta toda a cadeia de electrónicos, o que pode pressionar os preços de smartphones, televisores e outros aparelhos. No entanto, a divisão de semi-condutores, principal motor financeiro da Samsung, está a capitalizar a subida dos preços dos chips. Esta expectativa de lucro acrescido no quarto trimestre fez disparar as acções da companhia em 7,5%.

























































