Os preços do petróleo negoceiam praticamente inalterados na manhã desta terça-feira (23), à medida que os investidores mantêm uma posição de “esperar para ver” sobre os dois grandes temas que têm dominado a actualidade do sector: o escalar das tensões entre os Estados Unidos da América (EUA) e a Venezuela e a negociação de um plano de paz entre a Ucrânia e a Rússia.
Os maiores desenvolvimentos chegam do lado do continente americano, com o Presidente dos EUA, Donald Trump, a manter a pressão sobre o congénere venezuelano, Nicolás Maduro. O líder americano considera que a demissão de Maduro seria “sensata” e confirmou que os EUA vão apoderar-se do petróleo dos navios apreendidos nas últimas semanas.
“Vamos ficar com ele [petróleo]. Podemos usá-lo para reservas estratégicas. Também vamos ficar com os navios”, declarou.
Apesar da vigilância apertada dos EUA aos petroleiros venezuelanos, a agência de notícias Bloomberg revela que, pelo menos, uma dúzia de navios conseguiram fazer abastecimentos na Venezuela desde que os norte-americanos iniciaram uma monitorização das embarcações que entram nas águas do país da América Latina.
Pela manhã, o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, negociava nos 62,10 dólares por barril, o que representava uma descida de 0,05%. Já o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, negociava nos 58,01 dólares, mantendo-se inalterado face à sessão anterior.
“Os mercados de petróleo estão a atravessar as últimas semanas de 2025 com os preços em grande medida contidos, reflectindo um braço-de-ferro entre fundamentos persistentes e notícias ocasionalmente optimistas”, considera Priyanka Sachdeva, analista na empresa Philip Nova, citada pela agência Reuters.

























































