Mais um dia, mais um recorde para a negociação do ouro. Durante a sessão desta terça-feira (22), o metal amarelo negociou nos 4497,55 dólares, ficando pela primeira vez muito próximo da barreira dos 4500 dólares. O ouro já valorizou 71% no acumulado do ano e estabeleceu por 50 vezes um novo máximo de negociação, segundo dados da Bloomberg.
Nos últimos dias, a incerteza geopolítica em torno do braço-de-ferro que envolve os Estados Unidos da América (EUA) e a Venezuela tem estado a dar força aos activos-refúgio, como o ouro. E os investidores esperam também que a Reserva Federal (Fed) dos EUA volte a reduzir as taxas de juro em 2026, um cenário que dá força aos metais preciosos por não renderem juros.
Pela manhã, a negociação de ouro tinha recuado ligeiramente, para os 4493,04 dólares por onça, mas representando ainda assim uma valorização de 1,11% face à sessão do dia anterior.
“As tensões entre os EUA e a Venezuela estão a manter o ouro no radar dos investidores como protecção contra a incerteza”, analisou Tim Waterer, analista-chefe da empresa KCM Trade, citado pela agência Reuters.
“Estes desenvolvimentos, embora não desencadeiem movimentos claros de aversão ao risco, contribuem sem dúvida para a procura do ouro como um instrumento necessário de cobertura”, comenta Ahmad Assiri, estratega da Pepperstone Group.
Ainda no mercado do ouro, destaque para o Ministério das Finanças da Tailândia, que está a ponderar colocar impostos e restrições relativas a algumas transacções de ouro feitas online, enquanto o banco central local está a analisar a possibilidade de impor limites à negociação de barras de ouro.
Noutros metais, a prata avançou também para um novo máximo histórico de negociação, tocando nos 69,98 dólares por onça durante a sessão desta terça-feira. Nesta manhã, também já cedeu ligeiramente, valorizando 0,81% para os 69,60 dólares. Desde o início do ano, a prata já valorizou 140%.
























































