Após 20 anos de construção, o Grande Museu Egípcio (GEM), no Cairo, foi inaugurado recentemente, com um investimento de mil milhões de dólares.
O GEM é o maior museu do mundo dedicado a uma civilização antiga e exibe 50 mil artefactos, incluindo toda a colecção de tesouros do túmulo do Rei Tutankhamon, muitos dos quais são exibidos pela primeira vez.
“O museu deverá atrair cinco milhões de visitantes por ano”, afirmou o empresário egípcio e membro do conselho de administração do GEM, Sir Mohamed Mansour, acrescentando o impacto que terá na economia do país.
Estes números colocariam o GEM entre os principais museus do mundo. A título de comparação, em 2024, o Louvre, em Paris, recebeu 8,7 milhões de visitantes, o Museu Britânico, 6,5 milhões e o Metropolitan Museum of Art, em Nova Iorque, 5,7 milhões.
Situado mesmo ao lado das pirâmides, o museu incorpora motivos triangulares em todo o seu design. Para além da forma triangular da fachada de vidro do edifício, o seu telhado inclinado também se alinha com o pico das pirâmides.


A partir do átrio, uma escadaria de seis andares, ladeada por estátuas antigas, conduz às galerias principais e a uma vista dos marcos antigos.
Para além dos seus espaços de exposição, o museu albergará também um centro de conferências, uma biblioteca, instalações educativas, um museu infantil, lojas e restaurantes.
O que é que falta no GEM?
O GEM, que abriu parcialmente no ano passado, tem 12 galerias principais, exibindo antiguidades que vão desde os tempos pré-históricos até à era romana.
O museu é célebre por albergar muitos dos artefactos de valor incalculável da antiga civilização egípcia, incluindo um colosso de granito de Ramsés, “o Grande”, uma estátua que saúda os visitantes quando entram no salão principal.
No entanto, faltam algumas relíquias egípcias antigas no GEM, incluindo a Pedra de Roseta, actualmente exposta no Museu Britânico em Londres, o Zodíaco de Dendera no Louvre, em Paris, e o busto de Nefertiti no Neues, Museum de Berlim.
Há muito que egiptólogos e egípcios pedem a devolução dos artefactos proeminentes, e a abertura do GEM reacendeu, uma vez mais, as exigências pela sua devolução.


Duas décadas de luta
A construção do megaprojecto teve início em 2005, durante a presidência de Hosni Mubarak. O projecto foi concebido para substituir o mais modesto Museu Egípcio no centro do Cairo, e tem como objectivo impulsionar a indústria do turismo e a economia do Egipto em geral.
O projecto foi encomendado pelo Ministério do Turismo e das Antiguidades do Egipto e entregue pela empresa de construção belga Besix, em parceria com a empresa egípcia Orascom Construction.
O público pode marcar a sua visita à instituição, uma vez que o museu fica aberto diariamente das 9h às 18h. A taxa de entrada para os visitantes estrangeiros adultos é de 1450 libras egípcias, equivalente a cerca de 1900 meticais.


























































