A Noruega disponibilizou, através da empresa estatal Electricidade de Moçambique (EDM), um financiamento de 2,5 milhões de euros para reforçar a infra-estrutura eléctrica e assegurar o fornecimento de energia às populações afectadas por catástrofes naturais em Moçambique.
Segundo um comunicado recebido pelo DE, o apoio foi anunciado na última sexta-feira (12), em Maputo, durante a assinatura de um Acordo de Cooperação entre a Noruega e a EDM, avaliado em 2,5 milhões de euros, com enfoque no reforço da resiliência da rede eléctrica nacional face a eventos climáticos extremos.
“O nosso objectivo é claro: garantir interrupções mais curtas, restauração mais rápida do abastecimento e um serviço mais fiável para a população de Moçambique”, afirmou o embaixador da Noruega em Maputo, Egil Thorsas.
Segundo o diplomata, a iniciativa terá um impacto directo na protecção de serviços essenciais. “Particularmente para hospitais, escolas e sistemas de abastecimento de água essenciais à vida”, acrescentou, sublinhando o alcance social do financiamento.
Thorsas explicou ainda que a parceria visa reduzir os custos sociais e económicos provocados pelas catástrofes naturais. “O acordo que assinámos hoje baseia-se em anos de experiência partilhada e representa um investimento estratégico em resiliência”, afirmou.
De acordo com Egil Thorsas, o financiamento permitirá reforçar as partes mais expostas da rede eléctrica, acelerar as reparações de emergência e reconstruir infra-estruturas “de acordo com padrões mais elevados e mais resistentes às alterações climáticas”.
O embaixador recordou que a EDM regista perdas anuais entre 5 milhões de euros e 6,8 milhões de euros devido a danos relacionados com o clima, enfrentando, ao mesmo tempo, limitações na sua capacidade de resposta por causa de financiamento incerto e fracas medidas de preparação.
Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da EDM, Joaquim Ou-chim, destacou que a cooperação com a Noruega, iniciada em 1977, tem sido determinante para o desenvolvimento do sector eléctrico, apontando o Programa Energia para Todos como exemplo do aumento do acesso à electricidade de 36,8%, em 2020, para os actuais 65,5%.
O responsável referiu ainda que a destruição de infra-estruturas eléctricas, devido às intempéries, não só compromete a excelência operacional, “como também atrasa o alcance da meta de acesso universal à energia eléctrica, até 2030, uma vez que, sistematicamente, somos forçados a fazer o redireccionamento de recursos que seriam usados para efectuar novas ligações, visando atender às intervenções de emergência e recuperação da rede eléctrica destruída, em grandes extensões”.

























































