O preço do ouro atingiu máximos de mais de um mês esta sexta-feira, aproximando-se dos valores recordes registados em Outubro, numa altura em que as previsões económicas da Reserva Federal (Fed) norte-americana para 2026 devolveram o optimismo aos mercados. A prata também está a beneficiar deste sentimento e atingiu um novo máximo histórico esta madrugada.
A esta hora, o ouro avança 0,14% para 4286,23 dólares por onça, depois de ter subido mais de 1% na sessão anterior e alcançado o nível mais elevado desde 21 de Outubro. Já a prata valoriza 0,38%, situando-se nos 63,74 dólares por onça, recuando ligeiramente face às valorizações registadas no arranque da negociação, quando atingiu pela primeira vez na história os 64,31 dólares.
“A prata parece estar a puxar o ouro para cima e também está a puxar outros metais, como a platina e o paládio”, explicou Edward Meir, analista da Marex, à Reuters, acrescentando que a desvalorização do dólar justifica igualmente as movimentações nestes metais preciosos.
“A inflação [nos EUA] ainda não está na meta de 2% da Fed. Quando se reduzem as taxas num ambiente inflacionário que ainda não é ideal, isso é muito optimista para o ouro”, acrescentou.
Na quarta-feira, a Fed anunciou a decisão de cortar as taxas de juro em 25 pontos-base, pela terceira reunião consecutiva. Apesar de Jerome Powell, presidente do banco central norte-americano, ter sinalizado uma pausa no alívio da política monetária, a Fed reviu em alta as perspectivas para a maior economia do mundo, antecipando um crescimento de 2,3% no PIB para 2026, e mostrou-se mais optimista quanto à inflação, que deverá abrandar para 2,4% no próximo ano.























































