As principais praças asiáticas encerraram a sessão desta quarta-feira (10) em território negativo, com os futuros do Euro Stoxx 50 a apontarem para a mesma tendência na Europa, num dia em que os investidores estão a ajustar posições antes da decisão de política monetária da Reserva Federal (Fed) norte-americana – a última do ano.
É esperado que o banco central dos Estados Unidos da América (EUA) avance com um corte de 25 pontos-base nas taxas de juro (o mercado de swaps vê uma probabilidade de quase 90%), mas o que realmente está a centrar as atenções dos mercados são as previsões para 2026. Com dados escassos, a Fed vai dar a conhecer as suas estimativas para o crescimento económico e para a evolução da inflação, bem como o habitual dot plot – o mapa que mostra como cada representante do banco central estima as mexidas nos juros directores no próximo ano.
“As acções asiáticas estão a cair ligeiramente, com os investidores a prepararem-se para um dos pacotes finais mais ‘conhecidos, mas ainda desconhecidos’ da Reserva Federal deste ano”, explica Hebe Chen, analista da Vantage Markets, à Bloomberg. “Com um corte de 25 pontos-base já dado como certo, o verdadeiro factor de oscilação serão as projecções económicas do banco central, apresentadas sem um trimestre completo de dados – deixando ampla margem para interpretação e volatilidade”, acrescenta.
Pela China, os sectores do imobiliário e do retalho estiveram em foco, com o primeiro a beneficiar de perspectivas de um novo pacote de estímulos por parte de Pequim e o segundo a acelerar com os pedidos das autoridades chinesas para este ramo da economia ganhar um papel maior no estímulo do consumo privado. Um conjunto de acções do sector imobiliário chegou a valorizar mais de 4% esta quarta-feira, mas não foi o suficiente para dar gás ao Hang Seng e ao Shanghai Composite, com o primeiro a terminar a sessão inalterado e o segundo a perder 0,23%.
Os dois índices foram castigados pelas pressões deflacionárias que ainda se fazem sentir no país. Apesar do índice dos preços no consumidor ter acelerado para um pico de 21 meses em Novembro, atingindo os 0,7% em termos homólogos, a variação continua a demonstrar que a procura interna na China continua fraca – e não existem grandes expectativas que recupere terreno no curto prazo.
Entre as restantes praças asiáticas, o japonês Nikkei 225 cedeu 0,10%, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 0,21% e o australiano S&P/ASX 200 deslizou 0,08%. Já na Índia, o Nifty 50 segue a mesma tendência dos seus pares e desvaloriza 0,18%.



























































