Os preços do petróleo estão a negociar sem grandes movimentações esta terça-feira (9), embora estejam a tender para território negativo, depois de terem registado a maior queda em três semanas na sessão anterior. Os mercados continuam de “olhos postos” nas negociações para a paz na Ucrânia, que podem vir a levantar as sanções enfrentadas pelo crude russo, numa altura em que o final do ano se aproxima e os investidores fazem contas a um provável excedente da matéria-prima a nível global.
Nesta manhã, o WTI – de referência norte-americana – cai 0,15% para 58,81 dólares por barril, enquanto o Brent – de referência para o continente europeu – negoceia praticamente inalterado, com perdas de 0,05% para os 62,44 dólares por barril. Os dois contratos arrancaram na semana com perdas avultadas, tendo ambos desvalorizado mais de 2% na segunda-feira.
Com um excedente à vista, os investidores vão estar atentos ao relatório da EIA (Energy Information Administration), o Gabinete da Administração norte-americana de estatísticas de energia, divulgado esta terça-feira e que contém as previsões a curto prazo para os preços do crude. Ainda em foco estarão os relatórios Agência Internacional de Energia e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que vão ser lançados esta quarta-feira e vão permitir antecipar com mais clareza a procura pela matéria-prima em 2026.
“O excedente no mercado petrolífero deverá crescer em 2026”, com a oferta a ultrapassar a procura em mais de dois milhões de barris por dia, prevê Warren Patterson, director de estratégia de commodities do ING Groep, à Bloomberg. “Prevemos que o Brent negociará em torno dos 57 dólares por barril ao longo do ano, com a principal premissa de que o fluxo de petróleo russo continuará inalterado, apesar das sanções dos EUA”, acrescenta.
























































