O projecto de interligação de 400 quilovolts (kV) entre o Maláui e Moçambique, conhecido como MOMA, será inaugurado em Fevereiro de 2026, anunciou a ministra dos Recursos Naturais, Energia e Mineração do Maláui, Jean Mathanga. A iniciativa visa reforçar a capacidade energética do país e apoiar o desenvolvimento industrial, constituindo um passo estratégico para o sector energético regional.
A ministra fez este anúncio durante uma visita à subestação de Phombeya, em Balaka, no domingo, 7 de Dezembro. A governante explicou que o projecto MOMA está atrasado, mas que quase 90% do trabalho já foi concluído. “Este projecto é revolucionário e, em Fevereiro de 2026, deveremos ter mais 400 kV, o que mudará o panorama energético do país”, disse, sublinhando a importância do investimento para a população.
A governante reforçou que uma energia fiável é essencial para o desenvolvimento económico e industrial. “Estamos a explorar todas as vias relativas às fontes de energia e, quando digo isto, é porque estamos a falar a sério. Reconhecemos que o crescimento industrial depende de energia fiável e acessível”, afirmou, garantindo aos malauianos que não haverá cortes de energia no futuro próximo.
O director-executivo interino da Electricity Supply Corporation of Malawi (ESCOM), Sinosi Maliano, afirmou que a visita da ministra demonstra a seriedade com que o Governo valoriza o papel da ESCOM. Segundo ele, o projecto aumentará significativamente a capacidade energética do país, permitindo que a população comece a sentir os benefícios em breve.
Durante a visita, Jean Mathanga elogiou também as actividades de responsabilidade social corporativa levadas a cabo pela ESCOM no âmbito do projecto MOMA. Entre estas iniciativas destacam-se a construção de casas e infra-estruturas comunitárias, reforçando o impacto positivo do projecto nas comunidades locais e contribuindo para o fortalecimento do sector energético.
O projecto MOMA insere-se numa estratégia do Maláui de garantir energia estável, acessível e fiável, considerada essencial para atrair investimentos e consolidar o crescimento industrial. A ministra reafirmou que a prioridade do Governo é assegurar o fornecimento contínuo de energia, evitando interrupções que possam afectar cidadãos e empresas.
Com a inauguração prevista para Fevereiro de 2026, o projecto de interligação entre o Maláui e Moçambique promete transformar o panorama energético da região. Além de aumentar a capacidade de geração e distribuição de energia, o MOMA contribuirá para o desenvolvimento socioeconómico sustentável e para a consolidação de uma rede energética mais resiliente.
























































