A primeira-ministra, Benvinda Levi, pediu nesta sexta-feira (5), ao serviço de investigação criminal para combater raptos, tráfico de drogas e de seres humanos, bem como aos serviços penitenciários, para reforçar a prevenção de fugas de reclusos, reportou a Lusa.
“É nossa expectativa, e certamente da sociedade em geral, que a vossa actuação se centre na prevenção e no combate enérgico à criminalidade organizada e transnacional, designadamente, raptos, tráfico de drogas e de seres humanos, terrorismo e o seu financiamento, de entre outra tipologia de crimes”, afirmou Levi.
A governante falava em Maputo, após conferir posse ao director-geral, Ilídio José Miguel, ao director-geral sdjunto, Sinésio Dias, do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic), ao director-geral do Serviço Nacional Penitenciário (Sernap), David Arsénio Davide, e ao presidente do Conselho de Administração da Televisão de Moçambique (TVM), Victor Nhatitima.
Ao dirigir-se aos novos dirigentes do Sernic, a primeira-ministra pediu o combate ao crime organizado e esforços na organização da instituição.
“O cumprimento das vossas actividades operativas requer a observância rigorosa da lei e a inevitável coordenação e articulação com os órgãos de administração da justiça, as demais instituições do Estado, as lideranças comunitárias, religiosas e com a sociedade no geral”, disse Benvinda Levi.
Ao novo dirigente do Sernap, a primeira-ministra pediu que garanta o cumprimento das penas com respeito às decisões judiciais, aos direitos humanos, com o foco na sua reintegração social após cumprimento da pena.
Benvinda Levi sublinhou que espera da nova liderança do Sernap “acções no reforço das medidas de segurança e disciplina, nos estabelecimentos penitenciários e centros abertos, para evitar que haja fugas e e evasões de reclusos”, acrescentando: “De igual modo, deverá continuar a aprimorar e adoptar medidas operativas e administrativas consentâneas para que os estabelecimentos penitenciários não sirvam de locais de aperfeiçoamento e execução de crimes.”
Perto de 300 pessoas envolvidas em casos de rapto foram detidas desde os primeiros registos destes crimes em Moçambique, em 2010, afirmou, a 23 de Outubro, o porta-voz nacional do Sernic, Hilário Lole. “Estes são números cumulativos desde que começaram os raptos em 2010, até hoje”, avançou o porta-voz, explicando que esta estatística representa apenas um número aproximado.




























































