Priorizar a saúde é importante em qualquer idade, mas se tem deixado os hábitos saudáveis em segundo plano, fazer 50 anos pode ser o empurrão necessário para começar a adoptar mudanças duradouras.
Embora possa não se sentir muito diferente aos 40 anos, há mudanças subtis no corpo que começam a surgir. “A verdade é que não envelhecemos de forma lenta e constante, mas sim aos impulsos”, explica a nutricionista Maggie Moon, citada pelo portal EatingWell, sublinhando que reduzir o consumo destes alimentos diariamente pode ajudar a sentir-se mais forte, mais atento e mais saudável a partir dos 50 anos.
O mesmo site enumerou cinco alimentos que deve comer menos depois dos 50 anos. Veja abaixo.
Alimentos fritos
Embora seja menos óbvio do que os cabelos brancos, o envelhecimento afecta significativamente o coração. É comum que factores de risco como hipertensão ou aumento gradual de peso apareçam neste ciclo, elevando o risco de doenças cardíacas.
Para ajudar a manter o coração em boas condições, especialistas recomendam reduzir o consumo de alimentos fritos, que tendem a ser ricos em calorias, gorduras pouco saudáveis e compostos que promovem a inflamação. “Comer fritos com frequência aumenta o colesterol, a inflamação e o risco de doenças cardíacas”, explica Moon.
Os alimentos fritos não têm de desaparecer totalmente, mas é sensato tratá-los como um prazer ocasional.
“Comer fritos com frequência aumenta o colesterol, a inflamação e o risco de doenças cardíacas”
Maggie Moon, nutricionista
Alimentos salgados
O sal é outro elemento que pode prejudicar o coração, especialmente quando consumido em excesso durante anos. Ao contrário do que muitos pensam, deixar de usar o saleiro não é a forma mais eficaz de reduzi-lo na dieta. As maiores fontes de sódio vêm, na verdade, de alimentos ultraprocessados como sopas enlatadas, carnes processadas, snacks, molhos e condimentos.
“É importante reduzir os alimentos salgados que podem aumentar a pressão arterial, já que a hipertensão na meia-idade está associada ao declínio cognitivo e ao risco de demência em idade mais avançada”, afirma a nutricionista.
Os adultos devem consumir menos de 2300 mg de sódio por dia, mas a maioria ultrapassa este número em mais de 1000 mg. Ler os rótulos nutricionais é essencial numa alimentação amiga do coração.
Pão refinado
Seja com manteiga de amendoim ou com queijo, as sandes são práticas. Mas o tipo de pão que escolhe pode influenciar o envelhecimento saudável. “A maioria dos pães embalados é rica em hidratos de carbono refinados e pobre em fibra, o que pode fazer disparar o açúcar no sangue”, refere a nutricionista dietista, Anne Danahy.
A especialista acrescenta ainda que escolher o tipo de pão pode fazer uma grande diferença. “Ao comprar pão, procure variedades integrais com, pelo menos, quatro gramas de fibra por fatia”, recomenda Danahy. Os cereais integrais demoram mais tempo a digerir, proporcionando energia mais estável e mantendo o açúcar no sangue controlado.
“Muitas mulheres na pós-menopausa que lutam para perder gordura abdominal ficam agradavelmente surpreendidas com o quanto é mais fácil perder peso quando eliminam aquele copo de vinho à noite”
Anne Danahy
Bebidas adoçadas com açúcar
Pesquisas mostram que, embora um refrigerante ocasional não descarrile os seus objectivos de saúde, bebê-los regularmente pode aumentar o risco de doenças cardíacas, diabetes e outras condições crónicas à medida que envelhece.
Destacam também o consumo excessivo de açúcar como um maior risco de demência mais tarde na vida — uma condição marcada por grave perda de memória e declínio cognitivo. Num outro estudo, adultos com a maior ingestão de açúcar tiveram um risco 43% maior de desenvolver demência em comparação com aqueles que consumiram menos açúcar adicionado.
O açúcar aparece em muitos alimentos, mas reduzir as bebidas açucaradas é uma das maneiras mais fáceis e eficazes de diminuir significativamente a ingestão de açúcar adicionado.
Álcool
Embora tenha todo o direito de desfrutar de uma bebida comemorativa no seu 50.º aniversário, poderá notar que o álcool tem um efeito mais forte do que antes. “À medida que envelhecemos, o nosso corpo torna-se menos eficiente na metabolização do álcool, pelo que os seus efeitos podem ser mais graves e duradouros”, afirma Danahy.
O consumo regular de álcool tende a fazer mais mal do que bem em qualquer idade, mas o seu impacto torna-se ainda mais pronunciado após os 50 anos. Estudos demonstram que mesmo uma bebida por dia pode reduzir a matéria cinzenta no cérebro, uma alteração que pode contribuir para o declínio cognitivo.
De acordo com Maggie Moon, o consumo excessivo de álcool também pode interferir na capacidade dos ossos de absorver o cálcio necessário para se manterem fortes. Isto é especialmente preocupante na faixa dos 50 anos, pois os riscos de osteopenia e osteoporose começam a aumentar. Além disso, as bebidas alcoólicas adicionam calorias extra que podem ser mais difíceis de queimar, pois o metabolismo fica mais lento com a idade.
“Muitas mulheres na pós-menopausa que lutam para perder gordura abdominal ficam agradavelmente surpreendidas com o quanto é mais fácil perder peso quando eliminam aquele copo de vinho à noite”, acrescenta Danahy.
























































