O Presidente da República, Daniel Chapo, criticou, nesta sexta-feira, 5 de Dezembro, militares formados nas academias que “só conhecem o terrorismo pelas redes sociais” e que rejeitam a “linha de fogo” no norte do País, alvo de ataques de grupos extremistas, noticiou a Lusa.
“A brincadeira de termos muitos oficiais formados nas academias, mas que só conhecem o terrorismo pelas redes sociais também deve acabar. Lembrem-se que ninguém frequenta uma academia militar por obrigação, é um acto voluntário e até se concorre. Não faz sentido que, depois de graduado, este indivíduo, que escolheu esta profissão, não queira ir aplicar o que aprendeu durante a formação na linha de fogo”, afirmou Daniel Chapo.
O chefe do Estado falava nesta sexta-feira, em Maputo, na abertura do conselho coordenador do Ministério da Defesa, no qual sublinhou que existem “cancros” que debilitam a saúde da defesa nacional.
“[Há também] o problema de existirem militares que não têm condições físicas para o exercício da profissão, mas que não são passados à reforma”, acrescentou Chapo.
O Presidente quer ainda que o Ministério da Defesa aprimore os métodos de recrutamento, defendendo que só assim se assegura que o País não vai treinar aqueles que um dia irão “virar-se contra o Estado”.
“É urgente trazer de volta os oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) que estão a prestar serviços noutros sectores na área civil, para reforçarmos o nosso efectivo. Como se explica que haja muita gente das Forças Armadas a prestar serviços fora da corporação, numa situação que somos alvos do terrorismo? Todos somos poucos no combate a este mal”, vincou Chapo, apontando até ao final de Janeiro de 2026 para se apresentar a lista nominal e respectivas afectações desses militares.
O chefe do Estado quer que o sector da defesa “desmantele” o alegado esquema de pagamento de subsídios de empenhamento a militares nas cidades, referindo que estas ajudas são para quem se encontra a combater no teatro operacional norte.
“O serviço cívico deve deixar de ser emprego para os limpinhos e fofinhos, como alguns de voz os apelidam. É preciso sujar as mãos na produção de comida para alimentar a nossa força e reforçar a nossa logística. Não estamos a afirmar que a produção agro-pecuária do serviço cívico deve ser entregue aos chefes e comandantes para fazer ranchos nas suas casas como habitualmente acontece. Aquela produção do serviço cívico é para alimentar a nossa força”, concluiu o Presidente.


























































