O Presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, inicia esta terça-feira (2), uma visita de trabalho de dois dias a Moçambique, centrada no reforço das relações bilaterais e na consolidação da cooperação económica entre os dois países. A deslocação do chefe de Estado sul-africano ocorre a convite do seu homólogo, Daniel Chapo, e inclui encontros institucionais de alto nível e actividades ligadas ao investimento produtivo no sector energético.
Segundo a Lusa, a agenda do primeiro dia será marcada pela realização da 6ª Sessão da Comissão Mista Moçambique-África do Sul, um instrumento bilateral criado para coordenar e aprofundar a cooperação em áreas estratégicas. De acordo com a Presidência da República, esta reunião visa “fortalecer as relações entre os dois países, consolidadas ao longo da história comum da luta contra o colonialismo e o apartheid”.
No segundo e último dia da visita, os dois chefes de Estado deslocam-se à província de Inhambane, onde inaugurarão a primeira fábrica de processamento e produção de gás doméstico em Moçambique, um investimento da petrolífera sul-africana Sasol, avaliado em cerca de 63,6 mil milhões de meticais.
A unidade industrial foi concebida no âmbito do Acordo de Partilha de Produção (PSA) celebrado entre o Estado moçambicano e a Sasol, e deverá permitir uma redução superior a 70% nas importações nacionais de gás de cozinha, segundo fonte do Executivo.
Ainda em Vilankulo, está previsto um Fórum Empresarial Moçambique-África do Sul, a ser co-presidido por Chapo e Ramaphosa, com o objectivo de promover oportunidades de investimento, incrementar o comércio bilateral e identificar novas áreas de cooperação económica.
As relações entre Moçambique e a África do Sul decorrem no quadro da Comissão Binacional, instituída formalmente em 2015, e têm conhecido uma dinâmica crescente. O país vizinho é actualmente o maior parceiro comercial de Moçambique, com trocas comerciais anuais na ordem de 127 mil milhões de meticais (2 mil milhões de dólares). Diariamente, mais de 1700 veículos pesados cruzam a fronteira terrestre, muitos dos quais com mercadorias sul-africanas destinadas ao escoamento pelo Porto de Maputo, segundo dados oficiais.
A visita de Ramaphosa reforça o posicionamento de Moçambique como parceiro estratégico da África Austral e sublinha o papel das infra-estruturas energéticas e logísticas como motores do desenvolvimento económico e da integração regional.


























































