Os preços do petróleo estão a recuperar das quedas dos últimos dias, mas, mesmo assim, encaminham-se para o pior mês em mais de dois anos, numa altura em que os investidores continuam a digerir os resultados das negociações para alcançar a paz na Ucrânia e antecipam a reunião deste domingo (30) da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+).
Nesta manhã, o Brent, que serve de referência para a Europa e Portugal, avança 0,33% para 63,55 dólares. Já a negociação do West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos da América (EUA), está interrompida, após uma falha no sistema da Chicago Mercantile Exchange – um problema que também se está a reflectir nas obrigações norte-americanas e nos futuros do S&P 500.
Com reunião marcada para domingo, é expectável que a OPEP+ mantenha os planos de suspender qualquer aumento de produção no primeiro trimestre de 2026, numa altura em que se espera um excedente de crude no mercado no próximo ano. Mesmo assim, os investidores vão estar atentos à revisão da capacidade de produção de cada membro no longo prazo.
Desde o arranque do ano, o preço do Brent já caiu mais de 15%, pressionado pela reversão dos cortes de produção de crude por parte da OPEP+, bem como a diminuição das tensões internacionais, com um plano de paz no Médio Oriente em marcha e uma proposta na Ucrânia a ser amplamente discutida. As perspectivas de um excedente para 2026 também têm levado os preços a cair, com o JPMorgan a antecipar que a oferta supere a procura em 2,8 milhões de barris.
No campo geopolítico, o Presidente russo, Vladimir Putin, afirmou que a proposta de Donald Trump, Presidente norte-americano, para acabar com a guerra na Ucrânia pode vir a ser a base para um acordo de paz, sinalizando alguma abertura para continuar a negociar. O representante dos EUA nestas conversações, Steve Witkoff, deve visitar Moscovo na próxima semana.
































































