As acções mundiais estão próximas de apagar as perdas deste mês. Após semanas de turbulência, com os investidores a fugirem ao risco numa altura em que cresciam os receios em torno de uma possível sobreavaliação dos títulos ligados à Inteligência Artificial (IA) (que o Banco Central Europeu veio reforçar nesta quarta-feira (26)), o aumento das probabilidades da Reserva Federal (Fed) norte-americana voltar a cortar nas taxas de juro deu força a um grande rally de recuperação.
O MSCI All Country World Index avançou pela quinta sessão consecutiva, cortando as perdas de Novembro para apenas 0,5%. Pela Ásia, as principais praças encerraram maioritariamente no verde, com o MSCI AC Asia Pacific Index a acelerar 0,4%, enquanto, na Europa, o sentimento é mais contido, com a negociação de futuros a apontar para uma abertura praticamente inalterada. Já em Wall Street, a negociação está encerrada devido ao dia de Acção de Graças (Thanksgiving).
“Parece que o optimismo em relação ao corte das taxas da Fed compensou as preocupações com a bolha da IA, por enquanto”, explica Charu Chanana, estratega-chefe de Investimentos da Saxo Markets, à Bloomberg, acrescentando que “no final do ano, os mercados podem negociar lateralmente ou subir lentamente, com o corte esperado do banco central e a forte sazonalidade a tornar Dezembro um mês difícil para se estar pessimista, e uma recuperação de Natal ainda muito provável.”
Pela China, o sector imobiliário volta a estar em foco, depois da Vanke ter pedido aos credores para adiar o pagamento de um título onshore no valor de dois biliões de yuans (cerca de 240 milhões de euros, ao câmbio actual). As acções da empresa afundaram mais de 7% nesta quinta-feira e arrastaram o sector para mínimos de mais de um ano, apesar do CSI 300 – benchmark para a negociação chinesa continental – ter conseguido acelerar 0,5%.
Já no Japão, e com o iene a continuar em queda (o que torna as exportações nipónicas mais atractivas), o Nikkei 225 encerrou a sessão a ganhar mais de 1,20%, ficando bastante próximo dos máximos históricos atingidos no final de Outubro. Pela Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,66%, apesar do banco central do país ter decidido manter as taxas de juro inalteradas nos 2,5% pela quarta reunião consecutiva.
O optimismo dos investidores chegou ainda à Índia, com o Nifty 50 a atingir um novo máximo histórico, depois de ter conseguido acelerar mais de 1,20% nesta quinta-feira.

























































