O barril de petróleo está a desvalorizar no mercado internacional nesta terça-feira (25), numa altura em que as negociações para acabar com a guerra na Ucrânia continuam a mostrar sinais de progresso. De acordo com a Reuters, o secretário do Exército dos Estados Unidos da América (EUA), Dan Driscoll, estará reunido com uma delegação russa em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, para discutir o plano de Washington para pôr fim ao conflito, depois de representantes da Casa Branca terem concordado em modificar alguns pontos para se aproximarem das pretensões de Kiev.
Nesta manhã, o West Texas Intermediate (WTI), de referência para os Estados Unidos, perde 0,49% para 58,55 dólares por barril, enquanto o Brent, referência para a Europa, recua 0,55% para 63,02 dólares por barril. Na sessão de segunda-feira, os dois benchmarks aceleraram 1,3%, depois de terem passado uma boa parte da negociação em baixa, com os investidores divididos em torno das probabilidades de um acordo de paz entre Ucrânia e Rússia vir realmente a acontecer.
O fim do conflito entre os dois países poderia levantar as sanções que o crude russo enfrenta por parte da União Europeia (UE), dos EUA e do Reino Unido, permitindo às petrolíferas russas comercializarem a matéria-prima sem restrições. Caso isto aconteça, as previsões de um excedente de crude para o próximo ano poderiam agravar-se ainda mais, numa altura em que o Deutsche Bank (banco alemão) já antecipa uma oferta superior à procura em dois milhões de barris.
Os dois benchmarks do petróleo preparam-se para fechar Novembro com um saldo negativo, que, a confirmar-se, será o quarto mês consecutivo de quedas – a pior série desde 2023. A desvalorização dos preços reflecte um aumento considerável da produção, com a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) a voltar a abrir as torneiras, e um crescimento dos stocks desta matéria-prima a nível global.

























































