O Governo de Cabo Verde revelou, no seu mais recente relatório, que o forte aumento da receita de impostos foi decisivo para colocar novamente as contas públicas em terreno positivo, com o terceiro trimestre a fechar com um excedente de cerca de três mil milhões de escudos (27 milhões de euros), equivalente a 1% do Produto Interno Bruto (PIB) — reforçando a trajectória favorável já apontada no primeiro semestre.
Segundo informou a Lusa, de um ano para o outro, as contas passaram de um défice de 0,4% do PIB para um excedente de 1%. No saldo primário, o excedente rondou 12 mil milhões de escudos (109 milhões de euros), com a mesma variação homóloga.
Nos detalhes que sustentam as contas, é explicado que “as receitas totais aumentaram 17,7%, comparativamente” ao terceiro trimestre de 2024, segundo o relatório publicado pelo Ministério das Finanças.
Desta forma, o rácio global da dívida pública sobre o PIB fixou-se, no terceiro trimestre de 2025, em 99% do PIB, “uma diminuição de 9,7 pontos percentuais face ao mesmo período” do último ano.
“O stock da dívida pública atingiu o montante total de 301 mil milhões de escudos (2,7 mil milhões de euros), sendo a dívida interna de 100 mil milhões de escudos (907 milhões de euros, 33,1% do PIB) enquanto a dívida externa ronda 200 mil milhões de escudos (1,8 mil milhões de euros, 66,1% do PIB)”, conclui.
No Orçamento do Estado proposto para 2026, o último antes das eleições legislativas de 2026 e aprovado pelo Parlamento em termos gerais na semana passada, o Governo apoiado pelo Movimento para a Democracia (MpD) planeia reduzir a dívida pública para 97,4% do PIB.
A evolução das contas públicas de Cabo Verde tem merecido avaliação positiva dos parceiros internacionais.
Por outro lado, em Maio, a agência de notação financeira Fitch Ratings manteve o rating de Cabo Verde em B, com perspectiva de evolução estável, e, há um ano, a agência de notação financeira Standard & Poor’s melhorou o rating de Cabo Verde para B.


























































