A economia informal da Namíbia emprega cerca de 58% da força de trabalho do país e contribui com aproximadamente 13 mil milhões de dólares em termos de paridade do poder de compra (PPP). Continua a ser um dos maiores motores de emprego e rendimento no país.
Segundo noticiou o Informaté, a informação consta do recente relatório “Diagnostic of Informality in Namibia”, divulgado pelo Banco da Namíbia.
De acordo com a Política Nacional para a Economia Informal, Startups e Desenvolvimento do Empreendedorismo (NIESEP), a economia informal contribuiu com cerca de 24,7% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2023 — cerca de 8 mil milhões de dólares em termos de PPP.
Em 2025, esta parcela subiu para 26,5%, equivalente a cerca de 13 mil milhões de dólares.
O documento apresentou uma análise aprofundada da informalidade em dois sectores-chave da economia namibiana: agricultura, pesca e florestas, e alojamento e serviços de restauração, detalhando que a economia informal funciona como uma fonte essencial de rendimento, sobretudo para populações vulneráveis, incluindo mulheres, que representam 53% da força de trabalho informal, e jovens.
No entanto, o banco central fez saber que este sector vital é amplamente caracterizado por condições de trabalho precárias, acesso limitado à protecção social, ao financiamento e aos mercados, bem como exclusão sistémica dos mecanismos formais de apoio e dos quadros regulatórios.
Segundo o relatório, no sector da agricultura, pesca e florestas (AFF), o emprego informal atinge uns impressionantes 87,6%, e muitos trabalhadores operam sem contratos formais ou cobertura de segurança social. Entre os principais desafios — sobretudo para trabalhadores por conta própria e independentes — incluem-se: insegurança na posse de terra, particularmente em terras comunitárias; restrições económicas e logísticas impostas pela Vedação do Cordão Veterinário; acesso limitado a insumos acessíveis, financiamento e serviços de extensão; e barreiras significativas de acesso ao mercado devido à fraca infra-estrutura e dificuldades de agregação.
O documento destacou ainda iniciativas internacionais, como o Acelerador Global das Nações Unidas para o Emprego e Protecção Social.


























































