O Governo lançou esta quinta-feira (13) um apelo ao sector privado para que se equacione a possibilidade de descentralizar futuras edições da Conferência Anual do Sector Privado (CASP), promovendo a sua realização noutras regiões do País, nomeadamente no centro e norte. A proposta, apresentada pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, insere-se numa visão de maior inclusão territorial e económica, tal como informou a Lusa.
“Lançamos o repto para que se reflicta sobre a possibilidade de realizar futuras edições da CASP noutras regiões do País, de modo a tornar este evento cada vez mais inclusivo”, declarou o governante, durante a sessão de encerramento antecipado da 20.ª edição da conferência, que termina esta sexta-feira em Maputo.
Ao dirigir-se aos empresários e demais participantes, Muhate sublinhou que a CASP deve assumir um carácter verdadeiramente nacional, com impacto em todas as províncias e capaz de dar visibilidade às dinâmicas económicas regionais. A sugestão do Executivo é que a 21.ª edição, prevista para Junho ou Julho de 2026, possa já materializar essa intenção.
Além do apelo à descentralização geográfica, o ministro destacou a necessidade de consolidar os progressos alcançados no decurso da conferência deste ano. Indicou que temas como a reforma fiscal, a justiça económica, a competitividade, as reformas administrativas e digitais, o Estado de Direito, a confiança institucional, bem como a agricultura, logística e turismo, serão integrados na matriz de acções a ser aprovada pelo Governo no próximo ano.
“Temos consciência de que é necessário reforçar os esforços para a contínua implementação de reformas, dentro do quadro institucional existente, com um instrumento de gestão e monitoria do ambiente de negócios actualizado”, afirmou Muhate, apelando a uma actuação coordenada entre o Executivo, o sector privado e os parceiros de cooperação.
Do lado empresarial, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA), Álvaro Massingue, considerou positiva a edição deste ano, realçando os avanços registados nos diálogos público-privados. Anunciou ainda a realização, em Junho de 2026, de um fórum de investimentos Moçambique-União Europeia, cujo objectivo será aprofundar as relações comerciais e atrair mais capital europeu para o País.
A CASP 2025 decorreu sob o lema “Reformar para Competir: Caminhos para Relançamento Económico” e mobilizou mais de 2000 participantes, 40 oradores e 80 expositores, estes últimos integrados na Mozambique Home Expo, uma feira paralela dedicada à promoção do acesso à habitação condigna e a preços acessíveis.





























































