O ministro do Interior, Paulo Chachine, confirmou esta quarta-feira (12) a presença, em Moçambique, de uma equipa da Interpol – a Organização Internacional de Polícia Criminal (OIPC), que coordena acções policiais entre diferentes países. Segundo o governante, a missão tem como objectivo apoiar as forças nacionais numa “operação simultânea” destinada ao combate ao crime organizado que afecta o País e a região.
“Há, de facto, a decorrer em Moçambique, neste momento, uma operação que envolve a Interpol. É uma operação que nós chamamos ‘operação simultânea’”, afirmou Paulo Chachine, em resposta a perguntas dos jornalistas sobre a presença da OIPC no País.
O ministro explicou que esta acção conjunta não se limita ao território moçambicano, estendendo-se também a outros países africanos. A operação decorre em simultâneo na África do Sul, Namíbia, Zimbabué, Tanzânia e Essuatíni, sob coordenação dos escritórios regionais da Interpol sediados em Harare, no Zimbabué.
De acordo com Paulo Chachine, há igualmente a possibilidade de a operação estar em curso noutros países do continente, coordenados a partir do escritório da Interpol no Quénia. O governante destacou que se trata de uma iniciativa de carácter regional, que integra esforços conjuntos entre os Estados africanos.
“É uma operação normal e acredito que haverá resultados, mas esses resultados serão avaliados no final. Neste momento, há um trabalho que está a ser desenvolvido”, sublinhou o ministro, assegurando que as autoridades moçambicanas estão empenhadas na execução das acções em estreita coordenação com os parceiros internacionais.
O responsável acrescentou que o principal foco da operação é o combate à criminalidade organizada. Entre os crimes visados estão o tráfico de seres humanos, o tráfico de drogas e a emigração ilegal, problemas que continuam a preocupar as autoridades moçambicanas e regionais.
Fonte: Lusa


























































