O Governo anunciou nesta terça-feira, 11 de Novembro, que vai concessionar a construção e operação do Porto Seco de Dondo, na província de Sofala, centro do País, em regime de Parceria Público-Privada (PPP), para reduzir o congestionamento e estimular o desenvolvimento na região.
“Foi aprovada a resolução que determina que esta infra-estrutura vai ser materializada através de uma PPP, prevendo que seja construído e operacionalizado pela estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM)”, descreveu o porta-voz do Conselho de Ministros, Salim Valá.
Segundo o responsável, o Porto Seco de Dondo estará integrado no porto da Beira, sendo que o ministro dos Transportes e Logística, João Matlombe, está autorizado a constituir uma equipa técnica para negociar, em ajuste directo, com os CFM os termos da concessão, para a concepção, construção, operação, gestão, manutenção e devolução do terminal logístico de Dondo.
“A questão do acesso ao Porto da Beira afecta, muito, a qualidade de vida da própria cidade. Como tal, não é só uma questão do porto, é mesmo uma questão de convivência da cidade com a própria infra-estrutura. Neste momento, estamos a trabalhar para ver se conseguimos encontrar soluções para a construção da estrada de acesso”, declarou.
A N6 é considerada uma infra-estrutura estratégica para a economia nacional, mas a sua utilização tem sido marcada por congestionamentos constantes, especialmente na zona de entrada do porto, dificultando as operações logísticas e o quotidiano dos utentes.
“A nossa visão inclui a aquisição de novos equipamentos modernos para reduzir o tempo de manuseamento no terminal, que engloba o tipo de carga contentorizada com maior segurança. Com estas inovações, perspectiva-se transportar, por ano, acima de 300 mil toneladas métricas”, disse o administrador delegado da Cornelder, Jan De Vries.
De acordo com o gestor, o investimento prevê a aquisição de 30 empilhadoras e o aumento de armazéns, que ocupam uma área de três mil metros quadrados, o que permitirá duplicar o volume de cargas manuseado naquele porto, utilizado por países vizinhos para a importação e exportação de mercadorias.
Jan De Vries acrescentou que a Cornelder “tem em carteira diversos projectos inovadores para tornar o porto da Beira como uma excelente plataforma logística, não só para a província de Sofala, mas também ao nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).”
























































