Num contexto em que o stress e o esgotamento profissional afectam cada vez mais os trabalhadores, torna-se essencial que as organizações assumam um papel activo na promoção do bem-estar mental.
Embora a responsabilidade individual pela saúde seja importante, as empresas devem criar uma cultura laboral segura, equilibrada e livre de toxicidade, que apoie os colaboradores a longo prazo.
A especialista de carreira do site de recursos humanos Monster, Vicki Salemi, partilha quatro medidas fundamentais que as empresas podem adoptar para reduzir o burnout e fomentar a saúde mental no local de trabalho.
Criar um plano de melhoria de desempenho para funcionários tóxicos
De acordo com um relatório da Monster, 51% dos profissionais acreditam que o seu bem-estar melhoraria se chefes ou colegas tóxicos fossem afastados.
“Colaboradores tóxicos prejudicam a organização, a moral da equipa, a produtividade, a cultura e a reputação da empresa, além de afectarem negativamente os seus gestores e colegas”, explica Salemi.
De acordo com um relatório da Monster, 51% dos profissionais acreditam que o seu bem-estar melhoraria se chefes ou colegas tóxicos fossem afastados
A especialista sugere que o processo comece com um plano de melhoria de desempenho, abordando o comportamento e o desempenho do funcionário, com metas específicas e um cronograma definido — por exemplo, um plano de 90 dias com uma lista de controlo.
Estar atento aos comportamentos da liderança
Segundo o estudo, 54% dos profissionais afirmam que um mau gestor é uma das principais causas de deterioração da sua saúde mental.
“A toxicidade também pode vir da liderança, e as empresas devem enfrentar comportamentos tóxicos de gestores em todos os níveis”, afirma Salemi.
Dependendo da situação, estes profissionais podem ser incluídos num plano de melhoria de desempenho e receber formação adequada. Caso não se verifiquem melhorias, a recomendação é que sejam afastados.
Oferecer oportunidades de crescimento
Para 47% dos profissionais inquiridos, a falta de oportunidades de desenvolvimento é uma das principais causas de degradação da saúde mental.
As empresas podem, em conjunto com os colaboradores, definir o rumo desejado para cada carreira, identificando as oportunidades, competências e experiências necessárias para atingir os objectivos. “Estabelecer métricas permite que os colaboradores visualizem metas tangíveis a alcançar”, explica Salemi.
A especialista reforça que um ambiente saudável é aquele em que os colaboradores se sentem à vontade para se expressar, têm acesso aos seus gestores e à liderança, e trabalham num espaço que apoia a saúde mental
“Além disso, manter informações transparentes num portal interno — como descrições de cargos e faixas salariais — ajuda a esclarecer dúvidas e promove confiança.”
Ampliar benefícios
De acordo com a pesquisa, 63% dos profissionais priorizariam a sua saúde mental em detrimento de um cargo de maior prestígio.
“Quando uma empresa apoia os seus colaboradores — permitindo folgas para terapia, oferecendo um banco de férias e políticas específicas de saúde mental — estes sentem-se vistos, ouvidos e, sobretudo, valorizados”, afirma Salemi.
Embora algumas políticas exijam investimento e aprovação formal, as empresas podem começar por pequenas mudanças que não sobrecarreguem o orçamento, enquanto avaliam medidas de maior impacto.
A especialista reforça que um ambiente saudável é aquele em que os colaboradores se sentem à vontade para se expressar, têm acesso aos seus gestores e à liderança, e trabalham num espaço que apoia a saúde mental.
“Quando as empresas tratam a saúde mental como uma prioridade colectiva, todos beneficiam”, conclui Salemi.
Fonte: Forbes Brasil


























































