Os preços do petróleo negoceiam com perdas esta manhã, à medida que preocupações com o excesso de oferta seguem a pesar mais no sentimento dos traders, enquanto avaliam a incerteza em relação ao impacto das sanções dos Estados Unidos da América (EUA) às grandes petrolíferas russas Rosneft e Lukoil e o optimismo em torno dos progressos para pôr fim ao “shutdown” do Governo Federal norte-americano.
O West Texas Intermediate (WTI) – de referência para os EUA – desvaloriza 0,47% para os 59,80 dólares por barril. Já o Brent – de referência para o continente europeu – segue a perder igualmente 0,47% para os 63,76 dólares por barril.
Embora o progresso em relação à reabertura do Governo Federal norte-americano tenha impulsionado os mercados de maneira geral, as preocupações com o excesso de oferta de crude estão a limitar os preços do petróleo.
“À medida que o aumento da produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo de Aliados (OPEP+) continua, os equilíbrios globais do crude estão mais pessimistas no lado da oferta, com a procura a apresentar uma tendência de queda, em conjunto com um abrandamento do crescimento económico nos principais países consumidores de petróleo”, escreveram analistas da energética Ritterbusch and Associates numa nota citada pela Reuters.
No início deste mês, a OPEP+ concordou em aumentar a produção de petróleo em Dezembro em cerca de 137 mil barris por dia. Ainda assim, o cartel planeia avançar com uma pausa nos aumentos de produção de crude no primeiro trimestre do próximo ano.
Noutro ponto, as sanções dos EUA sobre as petrolíferas russas continuam em foco. Nesta linha, fontes citadas pela Reuters disseram que a Lukoil declarou “força maior” num campo petrolífero iraquiano que opera, numa altura em que a Bulgária estará prestes a confiscar a refinaria da empresa em Burgas.



























































