A ExxonMobil está prestes a levantar a “força maior” que travou o megaprojecto Rovuma LNG, na Área 4 da bacia do Rovuma, norte de Moçambique, após sinais de melhoria nas condições de segurança. A garantia foi dada pelo presidente-executivo da petrolífera norte-americana, Darren Woods, em entrevista à Bloomberg.
Falando em São Paulo, no Brasil, à margem da 30.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30), que vai acontece a partir deste dia 10 a 21 de Novembro na cidade de Belém, o responsável disse que a Decisão Final de Investimento (Final Investment Decision – FID, em inglês) deverá ocorrer “num futuro muito próximo”, permitindo que o projecto avance “rapidamente”.
“Aproveitámos este tempo para aperfeiçoar o desenho do projecto e definir o melhor conceito possível. Assim que a ‘força maior’ for levantada, estaremos prontos para avançar com a decisão final e colocarmo-nos em marcha”, afirmou o CEO.
Durante a entrevista, Woods sublinhou ainda que a ExxonMobil está focada em desenvolver recursos de baixo custo e em garantir o equilíbrio entre a transição energética e a crescente procura de gás e petróleo, prevendo que esses recursos continuem a desempenhar um papel relevante até 2050.
O projecto Rovuma LNG, avaliado em 30 mil milhões de dólares (1,91 bilião de meticais), é liderado pela ExxonMobil, com a italiana Eni a comandar a componente flutuante (Coral Norte e Coral Sul). A Decisão Final de Investimento é aguardada para o início de 2026, sendo que a exportação do primeiro carregamento de gás está prevista para 2030.
São concessionárias da Área 4 a Mozambique Rovuma Venture (MRV) S.p.A, uma joint venture co-propriedade da Eni, da ExxonMobil e da CNODC (70%), a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos E.P. (10%), a Galp Energia Rovuma B.V. (10%) e a KOGAS Moçambique Ltd. (10%).
Um estudo da consultora Deloitte aponta que as vastas reservas de gás natural de Moçambique poderão gerar até 100 mil milhões de dólares em receitas até 2040, tornando o País um dos dez maiores produtores mundiais e responsável por 20% da produção africana de GNL.

























































