Líderes mundiais anunciaram nesta sexta-feira, 7 de Novembro, a criação de uma coligação para estabelecer e regular os mercados de créditos de carbono como ferramenta de combate às alterações climáticas.
A intenção foi manifestada durante a cúpula de líderes que acontece na cidade de Belém, no Brasil. O evento antecede a 30.ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP30) que também vai acontecer na mesma região, de 10 a 21 de Novembro.
Segundo um comunicado divulgado pela Lusa, o objectivo da coligação, que conta com a China e União Europeia, é criar, no futuro, um mercado mundial de carbono, que integre os sistemas nacionais existentes e defina um preço de referência internacional para cada tonelada de emissões de dióxido de carbono evitáveis.
“A Coligação Aberta irá explorar opções para promover a interoperabilidade a longo prazo dos mercados de carbono regulamentados existentes, no sentido de tentar facilitar a troca de experiências e reforçar a cooperação internacional”, descreve o documento, acrescentando que a organização se apresentou como um fórum voluntário que procura harmonizar metodologias e promover a transparência nos sistemas de negociação de créditos de carbono.
De acordo com a publicação, a iniciativa pretende fomentar a aprendizagem conjunta e partilhar as melhores práticas em monitorização, relatórios e verificação, contabilidade de carbono e utilização de créditos de elevada integridade.
“A declaração reconhece a crescente relevância dos mercados de créditos de carbono para ajudar os maiores emissores de gases com efeito de estufa a cumprir os compromissos no âmbito do Acordo de Paris.”
A coligação foi lançada com a participação inicial do Brasil, Reino Unido, Canadá, Chile, Alemanha, México, França, Arménia e Zâmbia, embora o texto abra portas a novos membros.

























































