O Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas anunciou, nesta sexta-feira, 24 de Outubro, que prevê um investimento de 374 milhões de dólares para desenvolver o sector do caju e incrementar a produção anual das actuais 158 mil toneladas anuais para 689 mil até 2034.
Segundo uma publicação da Lusa, o objectivo do programa, a executar em todo o País, “é promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da cadeia de valor do caju, fortalecendo a investigação, fomento, extensão, comercialização e processamento”, contribuindo “para o aumento da produção e renda dos produtores e gerar oportunidades de emprego.”
“A castanha de caju é um produto de coesão social e de promoção da segurança alimentar e nutricional, [logo] encorajamos que seja introduzida nos programas de alimentação escolar e nas receitas nos nossos restaurantes”, afirmou o ministro da Agricultura, Roberto Albino, citado na mesma informação.
O Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju 2025-34 inclui a reforma dos mecanismos de implementação em prol do fortalecimento da indústria e, além de incrementar os níveis de produção, segundo o Ministério, prevê também o aumento da “capacidade de assistência de 230 mil para mais de 600 mil produtores, de processamento de 40 mil para mais de 482 mil toneladas e consolidar o processo de digitalização do sector.”
O programa foi formalmente iniciado na quinta-feira (23), com o ministro Roberto Albino a sublinhar que o Estado deve centrar-se na criação de um ambiente favorável aos negócios, através de políticas que impulsionem o rápido desenvolvimento empresarial: “Os intervenientes da cadeia de valor das amêndoas devem dizer o que querem que o Governo faça, para que o ambiente de negócio possa fluir de modo a gerar riqueza para o País.”
O governante acrescentou o objectivo de fomentar alianças entre os actores, beneficiando tanto os produtores como as indústrias e exportadores, contribuindo para o desenvolvimento nacional.
“Temos de colher experiências de outros países produtores da castanha de caju”, frisou o ministro, defendendo que industrializar este sector permitirá gerar mais postos de trabalho para mulheres e jovens. “Pretendemos fazer com que a indústria do caju funcione sem grandes intervenções do Estado”, anuiu.
A execução deste programa implica, igualmente, aumentar os rendimentos da castanha de caju e encarar toda a cadeia como um negócio.
“Perante os desafios que a indústria enfrenta, a solução passa pelo processamento integral da castanha no País. Neste contexto, o Governo vai promover um encontro com as indústrias para definir mecanismos que incentivem o investimento interno e fortaleçam o sector”, explica o Ministério, sobre o objectivo do programa agora lançado.
De acordo com a informação do Ministério da Agricultura, a produção de castanha de caju no País atingiu há 50 anos, ainda no período colonial, mais de 200 mil toneladas anuais e, até meados da década de 1970, Moçambique era o segundo maior produtor mundial de caju (210 mil toneladas processadas em 1973), atrás apenas da Índia, que comprava na altura, e ainda hoje, grande parte dessa produção
Dados oficiais anteriores indicavam que a comercialização de castanha de caju em Moçambique tinha atingido, na última campanha de 2024-25, cerca de 195 400 toneladas, sendo um marco histórico mais próximo do recorde da década de 1970, quando o País foi um dos maiores produtores mundiais.
A exportação de castanha de caju por Moçambique continua a crescer, e alcançou os 38,7 milhões de dólares no primeiro trimestre, liderando nas vendas ao exterior entre os designados “produtos tradicionais“, segundo dados do Banco de Moçambique.
De acordo com a informação do Ministério da Agricultura, a produção de castanha de caju no País atingiu há 50 anos, ainda no período colonial, mais de 200 mil toneladas anuais e, até meados da década de 1970, Moçambique era o segundo maior produtor mundial de caju (210 mil toneladas processadas em 1973), atrás apenas da Índia, que comprava na altura, e ainda hoje, grande parte dessa produção.
Após a independência nacional, a 25 de Junho de 1975, a produção caiu para menos de 10%, para cerca de 15 a 20 mil toneladas anuais, mas tem vindo a crescer anualmente, sendo que na última campanha de 2024-25 destacou-se entre os maiores produtores, mantendo-se no sétimo lugar.




























































