O Governo pretende reforçar a cooperação bilateral com a Zâmbia, com foco nos sectores prioritários para estimular novos investimentos e o desenvolvimento das duas nações.
De acordo com um comunicado, a intenção será executada durante a visita que o Presidente da República, Daniel Chapo, está a efectuar àquele país no âmbito da sua participação nas celebrações do 61.º aniversário da independência.
Segundo um documento divulgado pela Agência de Informação de Moçambique, a agenda de trabalho inclui conversações oficiais entre os Executivos dos dois países, uma mesa-redonda empresarial envolvendo empresários nacionais e zambianos e um encontro com a comunidade moçambicana residente.
“Serão reforçados e aprofundados os laços históricos de solidariedade, amizade e cooperação política, económica e sociocultural entre Moçambique e Zâmbia. O governante moçambicano faz-se acompanhar da ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, e de outros quadros do Governo”, lê-se na nota.
O projecto visa não só aumentar a capacidade de fornecimento de electricidade entre os dois países, mas também reforçar a posição de Moçambique como um actor relevante no mercado regional de energia. A interligação facilitará o intercâmbio energético, promovendo o comércio com outros membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e gerando receitas adicionais ao País.
Actualmente, a Zâmbia está a viver um momento de viragem, após a reestruturação da sua dívida, e surge como um destino cada vez mais atractivo para investimentos. O país, que atravessou anos de turbulência económica, goza agora de uma credibilidade macroeconómica renovada. Com a inflação a estabilizar e o kwacha, a moeda nacional do país, a tornar-se mais previsível, a Zâmbia é agora uma das economias mais promissoras de África até 2026.
O país destaca-se particularmente pelo seu potencial no sector mineiro. Com a crescente procura mundial por minerais essenciais para baterias, como o cobre e o cobalto, a Zâmbia está a reposicionar-se como um dos principais intervenientes na cadeia de abastecimento global desses recursos. A proximidade das reservas de cobalto da República Democrática do Congo (RDC) coloca o país como um centro natural para o investimento em minerais críticos.




























































