Depois de ter registado, na sessão desta terça-feira (21), a sua maior queda em mais de 12 anos, o ouro segue a negociar com ganhos, à medida que um dólar mais fraco e os preços mais baixos do metal amarelo ajudam o ouro a recuperar algum terreno perdido.
Nesta manhã, o metal perde 0,36%, para os 4140,160 dólares por onça.
“O facto de as tensões comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e a China estarem em lume brando foi o floco de neve que causou a avalanche e a reversão do momentum do ouro”, afirmou à Reuters Matt Simpson, da StoneX.
O analista vê a queda de terça-feira como um reposicionamento técnico num mercado que “claramente precisava de uma retracção” após um movimento prolongado acima dos 4 mil dólares por onça. “Suspeito que já vimos o pior da volatilidade diária, pois as quedas provavelmente ainda serão compradas”, acrescentou.
No plano comercial, Nova Deli e Washington estarão perto de um acordo há muito paralisado que reduziria as tarifas dos EUA sobre as importações indianas de 50% para 15% a 16%, de acordo com o jornal indiano Mint.
Os preços do ouro já subiram cerca de 56% este ano, atingindo um máximo histórico de 4381,21 dólares por onça na segunda-feira, impulsionados por incertezas geopolíticas e económicas, compras sustentadas de bancos centrais e apostas em cortes nas taxas directoras – valor que levou muitos traders a aproveitarem para retirar mais-valias na terça-feira.




























































