O ouro está a registar desvalorizações nesta terça-feira (21), pressionado pela retirada de mais-valias e um dólar mais forte, depois de ter atingido um novo máximo histórico esta madrugada, com o recorde a fixar-se agora acima dos 4380 dólares por onça, mais exactamente nos 4381,21 dólares.
O ouro desvaloriza nesta manhã 0,62%, para os 4328,540 dólares por onça.
“Os movimentos de realização de lucros e a diminuição dos fluxos de procura enquanto activo-refúgio combinaram-se para atenuar o preço do ouro hoje. Quaisquer recuos no ouro serão vistos como oportunidades de compra, enquanto a Reserva Federal (Fed) norte-americana mantiver a sua trajectória actual de redução das taxas”, disse à Reuters Tim Waterer, da KCM Trade.
No plano de política monetária, os mercados estão a prever uma redução de 25 pontos-base nas taxas directoras da Reserva Federal (Fed) este mês e outra em Dezembro, de acordo com o CME FedWatch. O metal amarelo, que não rende juros, tende a ter um bom desempenho num ambiente de taxas de juros mais baixas.
“A actual alta do ouro tem espaço para continuar, desde que os dados do índice de preços no consumidor (IPC) dos EUA no final desta semana não produzam nenhuma surpresa desagradável”, acrescentou Waterer.
Nesta linha, a divulgação do IPC prevista para esta sexta-feira após um atraso devido à paralisação do Governo Federal – que ainda se mantém pelo 20.º dia consecutivo – deve mostrar que o índice subiu 3,1% em relação ao ano anterior em Setembro, de acordo com economistas citados pela Reuters.





























































