Há 17 anos que o ouro não vivia uma semana tão positiva. O metal precioso voltou a registar um novo máximo histórico nesta sexta-feira (17) e conseguiu romper o nível dos 4300 dólares por onça, impulsionado pelas habituais tensões comerciais entre os Estados Unidos da América (EUA) e China e a perspectiva de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) – mas também por preocupações com o sistema de crédito norte-americano, após dois bancos regionais terem admitido problemas na qualidade dos empréstimos que concederam.
Nesta manhã, o ouro ganha 0,88% para 4363,30 dólares por onça, isto depois de ter chegado a tocar nos 4378,69 dólares durante a madrugada. Só esta semana, o metal precioso já acelerou 8,6% e encaminha-se para acabar a jornada de cinco dias com o maior saldo positivo desde Setembro de 2008, tendo alcançado um recorde em cada sessão.
Também a prata conseguiu registar um novo máximo histórico, com os preços a tocarem pela primeira vez nos 54,35 dólares. Entretanto, os ganhos foram reduzidos ligeiramente, com o metal precioso a acelerar 0,1% para 54,26 dólares e a registar um saldo semanal superior a 8%. Além de estarem a ser impulsionados pelas mesmas razões que levaram o ouro a recordes, os preços da prata beneficiam ainda de uma falta de oferta no mercado.
“O recrudescimento das preocupações com o crédito dos bancos regionais dos EUA deu aos investidores mais um motivo para comprar ouro”, explica Tim Waterer, analista de mercados da KCM, à Reuters. “4500 dólares pode ser uma meta alcançada mais cedo do que o esperado, mas muito depende de quanto tempo as preocupações com as relações comerciais entre os Estados Unidos de América e a China e a paralisação do Governo permanecerão no mercado”, acrescenta.
No campo da política monetária, os investidores continuam a apostar que a Reserva Federal (Fed) vai avançar com mais dois cortes de 25 pontos base até ao final do ano. Na quinta-feira, o governador Christopher Waller voltou a apoiar uma flexibilização monetária, numa altura em que o mercado laboral continua a dar sinais de grave enfraquecimento nos EUA.






























































