Depois de ter conseguido ultrapassar a barreira dos 4100 dólares por onça pela primeira vez na segunda-feira (13), o rally do ouro e da prata parece não conhecer travões, com os metais preciosos a atingirem novos máximos históricos durante a madrugada. As renovadas tensões comerciais, com Pequim a atingir Washington indirectamente, bem como as expectativas em torno de um novo corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed) norte-americana estão a dar “gás” às duas matérias-primas.
Nesta manhã, o ouro até recua 0,29% para 4119,80 dólares por onça, depois de ter chegado a acelerar 1,7% para 4179,48 dólares – um novo máximo histórico. Já a prata cai 1,01% para 51,89 dólares, corrigindo do recorde que atingiu durante a madrugada e que viu o seu preço crescer 2,2% para 53,60 dólares – apoiado ainda pela escassez do metal precioso no mercado.
Com recordes consecutivos e com um saldo positivo anual de 57%, o Bank of America e o Société Générale antecipam agora que o ouro ultrapasse a barreira dos 5 mil dólares já em 2026, numa altura em que os bancos centrais continuam a apostar num reforço das suas reservas e o mercado de swaps praticamente já incorporou dois novos cortes de 25 pontos-base nas taxas de juro por parte da Fed até ao final do ano.
“As tensões comerciais não são o único motor da recuperação, uma vez que as apostas crescentes de que a Reserva Federal continuará a sua trajectória de redução das taxas de juro, reduzindo os custos de financiamento a longo prazo e, eventualmente, diminuindo o custo de oportunidade, também estão a apoiar o ouro”, explica Kelvin Wong, analista sénior de mercado da OANDA, à Reuters.

























































