A África Subsaariana continua a apresentar um progresso constante, com dez economias a melhorarem as suas classificações em 2025. As Maurícias (53.º lugar) continuam a ser o líder em inovação da região.
A inovação já não se resume a laboratórios bilionários ou a invenções mirabolantes. Trata-se também de ideias improvisadas, soluções económicas e do tipo de melhorias incrementais que transformam as economias silenciosamente. Este é o espírito por detrás do Índice Global de Inovação (GII) 2025, que adopta uma visão ampla do que é considerado inovação.
O índice deste ano mede o desempenho utilizando dois subíndices com pesos iguais: insumos (cinco pilares que abrangem o investimento, capital humano, infra-estruturas e condições favoráveis) e produtos (dois pilares que abrangem os resultados de conhecimento e tecnologia e os resultados criativos). Ao todo, são utilizados 78 indicadores, parte do esforço da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) para modernizar a forma como a inovação é medida e para captar os ecossistemas cada vez mais digitais e distribuídos da actualidade.
África Subsaariana sobe no índice
A África Subsaariana continua a apresentar progressos constantes, com dez economias a melhorarem as suas classificações em 2025. As Maurícias (53.º) continuam a ser as líderes em inovação da região, seguidas pela África do Sul (61º), Seicheles (75.º), Botsuana (87.º) e Senegal (89.º).
As Maurícias destacam-se pelo seu vibrante cenário de capital de risco, particularmente em termos de actividade de investidores de capital de risco. A África do Sul reforça a sua posição com elevadas importações de serviços Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) e valor global da marca.
A Namíbia (91.ª posição) é a que mais se destaca na região, subindo 11 posições e ocupando o primeiro lugar a nível global nos gastos com a educação. Obtém também bons resultados na colaboração público-privada em investigação e fluxos de Investimento Directo Estrangeiro (IDE), sinais de um ecossistema de inovação em maturação.
O Senegal sobe três posições devido às fortes avaliações dos “unicórnios” e ao maior acesso a microfinanças. A Nigéria (105.ª posição) é uma das que mais crescem a nível global, ocupando o primeiro lugar mundial na avaliação de “unicórnios” e mostrando uma crescente profundidade nas importações de alta tecnologia e no financiamento de capital de risco.
Abaixo, a tabela com os dez países africanos com as economias mais inovadoras em 2025.

Globalmente, a Suíça mantém o primeiro lugar pelo 15.º ano consecutivo, com a Suécia, o Reino Unido, a Finlândia, os Países Baixos e a Dinamarca a completarem o top 10.
A palavra “unicórnio” refere-se a empresas privadas em fase inicial que alcançaram uma avaliação de mercado de pelo menos mil milhões de dólares sem estarem cotadas na bolsa de valores. Estas instituições são consideradas raras e valiosas, razão pela qual receberam este nome, que se refere a uma criatura fantástica e rara. No caso do Senegal e da Nigéria, o termo indica que esses países têm um número significativo de firmas altamente valorizadas, o que contribui para o seu crescimento económico e destaque nos sectores de tecnologia e investimento.
Fonte: Business Insider Africa


























































