A Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique defendeu esta quarta-feira (18), em Maputo, o reforço da fiscalização e da disciplina rodoviária para travar os acidentes que já provocaram 575 mortes desde Janeiro. Para os empresários, a sinistralidade fragiliza a confiança dos investidores e compromete o desenvolvimento do País.
“Algumas propostas-chave incluem o reforço da fiscalização e disciplina rodoviária, ou maior presença da Polícia de Trânsito, recursos a radares, câmaras e sistemas digitais de monitorização e melhoria na formação de condutores através de maior regulação das escolas de condução”, afirmou Rodrigues Washington, vice-presidente do pelouro de Transportes, Logística e Mobilidade da CTA.
O representante acrescentou que entre as medidas propostas constam ainda programas obrigatórios de reciclagem de condutores, reabilitação e modernização das estradas, bem como a melhoria das passagens pedonais e da sinalização. Para os empresários, estas acções podem reduzir a elevada sinistralidade rodoviária no País.
Os dados mais recentes apontam que 87 pessoas morreram em Agosto em consequência de 48 acidentes de viação, segundo o ministro do Interior, Paulo Chachine, que manifestou preocupação e pediu maior responsabilidade aos agentes de trânsito. O governante reconheceu falhas na fiscalização.
A Lusa noticiou que entre Janeiro e Agosto registaram-se 575 mortes em acidentes de viação em Moçambique, mais 14% em relação ao mesmo período de 2024. O Governo admitiu “desafios críticos” na segurança rodoviária, perante um total de 430 acidentes, mais 20 do que no ano passado.
“A segurança rodoviária não é apenas uma questão de trânsito, é uma questão de desenvolvimento. Cada acidente significa perda de produtividade, fragilização da confiança dos investidores, pressão acrescida sobre os serviços de saúde e um retrocesso no caminho para a prosperidade”, sublinhou Rodrigues Washington.
“Não falamos apenas de números, falamos de pais, mães, filhos, netos, avós, que todos os dias perdem a vida ou ficam incapacitados. Falamos de famílias mergulhadas em luto, de empresas que perdem colaboradores, de activos destruídos e de custos elevadíssimos para o Estado moçambicano e para a sociedade no geral”, acrescentou o representante da CTA.
Os empresários defendem uma abordagem multissectorial para combater o problema, envolvendo o Estado, o sector privado, a sociedade civil e os parceiros de cooperação. O Governo aprovou a 15 de Abril um Plano de Acção de Segurança Rodoviária, que prevê reforço da fiscalização, alterações à legislação, intervenções em pontos críticos e campanhas de sensibilização.

























































