O ouro está a negociar com ligeiras perdas nesta manhã, com os investidores a aproveitarem os mais recentes máximos históricos para procederem com a retirada de mais-valias, numa semana que pode ser bastante benéfica para o metal precioso caso a Reserva Federal (Fed) retome a política de alívio monetário – interrompida desde o final de 2024.
Nesta manhã, o ouro recua 0,19% para 3636,35 dólares por onça, afastando-se um pouco dos valores recorde atingidos na quinta-feira passada, 11 de Setembro, quando tocou nos 3673,95 dólares. “A perspectiva optimista permanece. No entanto, um período de consolidação ou uma pequena retracção seria, sem dúvida, um resultado saudável que apoiaria as ambições do ouro de atingir níveis mais elevados no futuro”, explicou Tim Waterer, analista de mercados da KCM Trade, à Reuters.
Tim Waterer considera que o risco para o ouro esta semana passa pela Fed não ser muito clara em relação a quando novos cortes podem chegar, para além do alívio de 25 pontos-base já incorporado pelo mercado. Apesar de a inflação ter atingido máximos de sete meses em Agosto, o aumento já era esperado pelos analistas, que continuam a olhar para a vitalidade do mercado laboral norte-americano para fazerem as suas apostas em relação a uma redução nas taxas de juro por parte do banco central.
A reunião da Fed acontece ainda num contexto de braço-de-ferro com a administração Trump. O Presidente dos Estados Unidos da América está determinado em remover Lisa Cook da sua posição de governadora do banco central e continua a atacar Jerome Powell por estar a ser, na sua opinião, demasiado lento no alívio da política monetária.























































