O barril de petróleo está a negociar em território positivo, estendendo os ganhos registados na semana passada, com os investidores a reagirem aos movimentos da administração Trump para travar a compra de crude russo por parte de uma série de aliados, numa altura em que crescem os receios em torno de um excedente da matéria-prima no mercado global.
Nesta manhã, o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, valoriza 0,66% para 67,43 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), a referência norte-americana, negoceia nos 63,12 dólares, uma subida de 0,69%. Os dois benchmarks encerraram a semana com um saldo positivo de 2,3%, impulsionados por um agravar das tensões geopolítica mundiais.
No fim-de-semana, Donald Trump voltou à carga e reiterou a necessidade de os países europeus pararem de comprar petróleo russo a principal fonte de receitas do país liderado por Vladimir Putin, que tem vindo a financiar a guerra com a Ucrânia. O Presidente dos Estados Unidos da América (EUA) parece determinado em acabar com o conflito o mais rápido possível e já admitiu introduzir novas sanções a Moscovo, mas só se todos os países da NATO decidirem fazer o mesmo.
Apesar de grande parte dos países europeus já terem diminuído bastante a compra de crude russo, nações como a Turquia e a Hungria continuam a apostar nesta fonte de abastecimento. Na reunião do G7 que vai ser realizada esta semana, espera-se ainda que o líder norte-americano aumente a pressão sobre os seus aliados para introduzirem tarifas que podem chegar até aos 100% para as importações chinesas e indianas, os principais aliados russos.
Os investidores continuam ainda atentos ao cenário geopolítico no Médio Oriente, isto depois de, na semana passada, Israel ter atacado um território do Catar com o objectivo de matar a liderança do Hamas presente no país, bem como ao desenvolvimento da guerra na Ucrânia, com Kiev a atacar infra-estrutura energética da Rússia.
“O impasse na Ucrânia é o factor-chave no mercado petrolífero e o risco imediato é de alta, devido à possibilidade de mais sanções e mais ataques à infra-estrutura de exportação de petróleo da Rússia”, explicou Vandana Hari, fundadora da empresa de análise de mercados Vanda Insights, à Reuters.

























































