Uma investigação conduzida por especialistas médicos espanhóis demonstrou que o consumo moderado de vinho pode estar associado a taxas mais baixas de depressão. A equipa publicou o estudo na revista BMC Medicine.
Cientes da relação positiva entre o vinho e a saúde, os cientistas queriam testar se esses benefícios para a saúde também poderiam afectar o bem-estar mental das pessoas. Para o avaliar, colectaram dados de 5505 homens e mulheres que participaram no estudo PREDIMED, que determina o impacto da dieta mediterrânica nas doenças cardiovasculares. Nenhum dos participantes relatou depressão, problemas com álcool ou outras doenças notáveis quando ingressaram no estudo.
Após um acompanhamento de sete anos, os investigadores observaram quantas pessoas foram diagnosticadas com depressão e analisaram os seus hábitos de consumo de álcool. Descobriram que o consumo moderado, de cinco a 15 gramas por dia, está associado a uma probabilidade 28% menor de depressão. E o consumo de vinho, entre duas e sete taças por semana, está relacionado com uma taxa 32% menor de depressão.
“O vinho pode ajudar a prevenir a depressão entre pessoas que não estão deprimidas, mas não podemos dizer que pode ajudar aqueles que já estão”, afirmou Miguel Martínez González, co-autor do estudo.
De acordo com os cientistas, uma explicação para este benefício para a saúde mental pode vir do resveratrol, que tem propriedades neuroprotectoras. “A neuroprotecção aplicada ao hipocampo (uma área que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento da depressão aguda) pode impedir que os consumidores moderados desenvolvam depressão.”


























































