Esta quinta-feira (11), o petróleo está em ligeira queda, interrompendo a recuperação das últimas sessões, pressionado por sinais de abrandamento da procura nos Estados Unidos da América (EUA) e receios de excesso de oferta. Nesta manhã, o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, recua 0,20% para 63,54 dólares, enquanto o Brent, referência europeia, perde 0,12% para 67,41 dólares por barril.
Os preços cedem após três dias consecutivos de ganhos, penalizados pelo aumento inesperado das reservas norte-americanas de crude e gasolina, que reforçou as preocupações com o abrandamento económico. O arrefecimento do mercado laboral e a descida dos preços na produção apontam também para uma procura menos robusta, factores que pressionam o consumo de energia.
“Os preços do petróleo estão a ser pressionados por tomadas de lucro após a recuperação recente e pelo aumento das reservas nos EUA, que agravam os receios de excesso de oferta depois do fim da época de maior consumo no verão”, afirmou Tony Sycamore, analista de mercado da IG, citado pela Reuters.
Ainda assim, os receios geopolíticos continuam a sustentar o mercado. Os investidores acompanham de perto os mais recentes comentários de Donald Trump sobre a Rússia, após a violação do espaço aéreo polaco por drones russos, que levou a uma reacção imediata das defesas aéreas de Varsóvia e da NATO. O Presidente norte-americano, Donald Trump, admitiu junto de responsáveis da União Europeia estar disposto a impor novas tarifas sobre a China e a Índia, principais compradores de petróleo russo, para aumentar a pressão sobre Moscovo, mas apenas se os parceiros europeus seguirem a mesma linha.
“As posições ocidentais em relação à Rússia estão a endurecer e podemos ser surpreendidos por movimentos imprevisíveis”, alertou Mukesh Sahdev, responsável de mercados de matérias-primas na Rystad Energy, à Bloomberg.
No entanto, o enquadramento de fundo mantém-se mais negativo. De acordo com o banco Citi, o mercado está “numa luta entre fundamentais cada vez mais baixistas e riscos geopolíticos crescentes”, prevendo que o Brent recue para valores na casa dos 60 dólares até final do ano e em 2026.

























































