O ouro derrapa esta quinta-feira (11), mas mantém-se próximo dos máximos históricos alcançados esta semana, com os investidores a aguardarem os novos dados da inflação dos Estados Unidos da América (EUA). O metal precioso segue a perder 0,44% para 3624,70 dólares por onça. Já a prata avança 0,62% para 41,44 dólares, enquanto a platina cai 0,85% para 1381,91 dólares.
O ouro chegou a desvalorizar até 0,5% para 3623 dólares por onça, corrigindo parte dos ganhos recentes impulsionados pela inesperada descida dos preços na produção, que reforçou as apostas de cortes de juros pela Reserva Federal (Fed) já na reunião de 16 e 17 de Setembro.
“O actual ‘rally’ do ouro é claramente poderoso, mas os sinais de fadiga são cada vez mais visíveis”, afirmou Priyanka Sachdeva, analista da Phillip Nova Pte, à Bloomberg. A especialista lembrou que a procura estrutural por parte dos bancos centrais, as tensões geopolíticas e os riscos inflacionistas continuam a sustentar o metal, apesar de movimentos técnicos de correcção no curto prazo.
O ouro está a consolidar ganhos depois de ter atingido um máximo histórico de 3673,95 dólares na terça-feira. Os investidores olham agora para os números do Índice de Preços ao Consumidor, que deverão indicar uma subida de 0,3% em Agosto, acima do aumento de 0,2% registado em Julho.
“Apesar da tendência de fundo continuar positiva, um relatório de inflação mais forte pode reforçar o dólar e pressionar o ouro no curto prazo”, explicou Ilya Spivak, responsável de análise macro global da Tastylive, à Reuters.
Ainda assim, as expectativas de cortes de juros pela Fed permanecem firmes. O mercado dá como certo um alívio de 25 pontos-base já na próxima semana, com alguns investidores a admitirem até a possibilidade de uma redução de 50 pontos-base.




























































