Moçambique recebeu, no primeiro semestre deste ano, 7 mil milhões de meticais (110,8 milhões de dólares) em donativos externos, segundo dados de um relatório de execução do Governo, noticiou a Lusa, nesta quinta-feira, 11 de Setembro.
De acordo com os dados do Ministério das Finanças, o País recebeu no período em análise 6,3 mil milhões de meticais (100 milhões de dólares) do Banco Mundial para o programa Acelerar a Transformação do Acesso à Energia Sustentável e Limpa em Moçambique (ASCENT), fechado em Maio.
Além disso, a outra subvenção foi de 682,5 milhões de meticais (10,8 milhões de dólares) do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para o programa Segurança Alimentar e Nutricional Resiliente às Alterações Climáticas para Mulheres, Jovens e Pequenos Agricultores (CREFONS), que foi finalizado em Janeiro.
“Neste período, não foram assinados acordos de crédito [externo]”, acrescenta o documento.
“A primeira coisa que Moçambique deve fazer é envidar esforços para estabilizar a sua situação macrofiscal. Porque, se não o fizer, será muito difícil trazer estabilidade ao povo e atrair o sector privado. Tem uma nação jovem e em crescimento. E isso é a sua vantagem”, afirmou Banga, apontando para a prioridade da “dignidade” no emprego para a população e na formação da juventude: “Não temos 30 anos para fazer isto bem. Porque se os jovens não tiverem esperança, farão coisas que não queremos, incluindo migrar para outros lugares e causar instabilidade.”
Banga, que esteve reunido com o Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu a necessidade de “dar uma oportunidade” aos jovens e ao sector privado que cria os empregos.
“Penso que há quatro ou cinco coisas que nós, enquanto instituição, podemos fazer com Moçambique. Criar um novo quadro de parceria nacional, uma visão a cinco anos, ajudar com energia, com os corredores [três, que ligam os portos ao interior e aos países vizinhos], com a agricultura e as pequenas empresas, com a qualificação e com o turismo”, enumerou, reforçando o apelo para a organização da situação macrofiscal do País.

“Têm sol, gás, há a energia hidroeléctrica. Têm a capacidade de criar electricidade (…), é um dos maiores fornecedores da rede energética da África Austral, há uma enorme procura de electricidade nos outros países, na maior parte dos casos, existe uma carência. Por isso, a possibilidade de ganhar divisas e, ao mesmo tempo, tornar-se um integrador regional de electricidade é enorme”, enfatizou o presidente do Banco Mundial.
Além disso, Ajay Banga destacou a aposta de Moçambique no turismo e o contributo que o Banco Mundial pode dar nesta nova parceria, assumindo que é “um país abençoado” com praias e “boas pessoas”.
“O turismo é o maior multiplicador de empregos por cada dólar investido. E penso que o Presidente da República está bastante concentrado nisso, e com razão. Já têm um bom turismo. Estou a falar de multiplicar esse valor. Vamos trabalhar com o chefe do Estado num plano turístico que abranja destinos de negócios e de conferências, destinos sociais e de casamentos e, por último, o turismo sustentável de elevado valor. Mais uma vez, têm todos os atributos necessários para isso. Vida selvagem, praias, campos de golfe”, acrescentou Ajay Banga.




























































