O ouro mantém-se esta sexta-feira, 5 de Setembro, próximo de máximos históricos, com os investidores atentos ao relatório de emprego nos Estados Unidos da América (EUA), que poderá reforçar as apostas num corte das taxas de juro pela Reserva Federal (Fed) ainda este mês. Esta manhã, o metal precioso valoriza 0,23%, para 3554,11 dólares por onça, acumulando ganhos semanais próximos de 3%, o melhor desempenho em três meses.
O movimento acompanha a crescente convicção dos mercados de que a Fed avançará com uma redução de 25 pontos base na reunião de 17 de Setembro, após sucessivos sinais de arrefecimento do mercado laboral norte-americano. “A dinâmica continua a favorecer o ouro, com cortes nas taxas provavelmente no horizonte e tensões geopolíticas persistentes”, afirmou Tim Waterer, analista da KCM Trade, citado pela Reuters.
Na quarta-feira, o ouro atingiu o recorde de 3578,51 dólares por onça, impulsionado pela queda nas ofertas de emprego nos EUA, que levou os investidores a quase descontarem totalmente uma descida nas taxas, sublinhou a Bloomberg. A procura por activos-refúgio, alimentada pelas dúvidas em torno da independência da Fed face às pressões políticas de Donald Trump, tem também sustentado o metal, que já valorizou mais de um terço desde o início do ano.
A Bloomberg acrescentou que, caso a autonomia do banco central fosse comprometida, o ouro poderia escalar até perto dos 5 mil dólares por onça, segundo projecções do Goldman Sachs.
Entre os outros metais preciosos, a prata está a subir 0,32%, para 41,55 dólares, acumulando mais de 40% de ganhos desde Janeiro, apoiada pela forte procura industrial. Por sua vez, a platina avança 0,53%, para 1384,35 dólares.






















































