Os preços do ouro estão a negociar em território negativo nesta quinta-feira (4), numa altura em que os investidores aproveitam os ganhos mais recentes para procederem com a tomada de mais-valias. Depois de vários meses à procura de novos catalisadores, uma série de factores elevou o metal precioso para máximos históricos: desde as preocupações com a sustentabilidade das contas públicas de várias economias, até ao aumento das expectativas em torno de um corte nas taxas de juro por parte da Reserva Federal (Fed).
Nesta quinta-feira, o ouro recua 0,64% para 3536,64 dólares por onça, depois de, na quarta-feira, ter chegado a tocar nos 3578,50 dólares. “Estamos a ver algumas tomadas de mais-valias, mas o ouro ainda está em alta neste momento. As expectativas de corte das taxas de juro e as preocupações com a independência da Fed vão aumentar a procura por activos seguros”, explicou Brian Lan, director-executivo da GoldSilver Central, à Reuters.
Apesar destas expectativas em torno da retoma da flexibilização monetária ainda terem de enfrentar, pelo menos, dois testes antes da reunião do banco central, uma nova leitura sobre o mercado laboral nos Estados Unidos de America (EUA) veio alimentar estas esperanças. O número de vagas de emprego caiu mais do que esperado em Julho, com vários governadores da Fed a indicarem que é altura de começar a cortas nas taxas de juro – com o nome de Christopher Waller a estar presente nesta lista.
No entanto, os mercados continuam bastante nervosos com o que o Supremo Tribunal pode decidir em relação à legalidade das tarifas de Donald Trump. O Presidente norte-americano afirmou na quarta-feira que, caso esta instância decidisse contra a Casa Branca, os acordos comerciais alcançados com a União Europeia, Japão e Coreia do Sul, entre outros, cairiam por terra.























































