Depois de uma subida de 1% esta terça-feira, 2 de Setembro, após sanções americanas a uma empresa iraquiana de transporte de crude que estava a fornecer o Irão, os preços do petróleo seguem a recuar ligeiramente na negociação da manhã desta quarta-feira.
A esta altura, o preço do Brent, o índice de referência para a Europa, negoceia nos 68,88 dólares por barril, o que representa uma descida de 0,38%. Já o West Texas Intermediate (WTI), a referência americana, negoceia nos 65,36 dólares, uma descida de 0,35%.
Os mercados estão atentos a duas grandes questões: à possibilidade de os Estados Unidos da América (EUA) aumentarem as sanções sobre a Rússia, como forma de pressionar para um acordo de cessar-fogo na Ucrânia, que entrou numa fase de indefinição; e à reunião dos países produtores de petróleo que fazem parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+), marcada para o próximo domingo.
Do lado dos EUA, o Presidente Donald Trump já sinalizou alguma impaciência face ao estagnar das negociações entre a Rússia e a Ucrânia. E o encontro desta semana que juntou os líderes da Rússia, China e Índia – com destaque para o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que tem “ignorado” a pressão americana sobre as importações de petróleo russo – pode pressionar para que os EUA avancem com novas sanções sobre os russos e os seus parceiros.
Os riscos de abastecimento, sob a forma de potenciais sanções mais duras à Rússia, continuam a pesar sobre o mercado do petróleo”, sublinhou Warren Patterson, da área de estratégia de matérias-primas da empresa neerlandesa ING Groep. O analista considera ainda que a reunião da OPEP+, agendada para domingo, poderá trazer surpresas ao mercado.
As expectativas apontam para uma pausa no aumento dos níveis de produção, com os mercados a temerem um excedente desta em relação aos níveis de consumo, mas os países exportadores de petróleo estão focados em recuperar a quota de mercado.



























































