A prata atingiu máximos de mais de uma década nesta segunda-feira (1), ultrapassando pela primeira vez desde 2011 a marca dos 40 dólares por onça, num dia em que o ouro também negoceia em alta e alcançou o valor mais elevado em quatro meses. O metal precioso está a ser impulsionado pela crescente expectativa em torno de um corte nas taxas de juro já na próxima reunião da Reserva Federal (Fed) norte-americana, que se realiza a 16 e 17 de Setembro.
Nesta manhã, o ouro avança 0,76% para 3474,29 dólares por onça, depois de ter chegado a crescer 1,2% para máximos de 23 de Abril deste ano. Já a prata acelera 2,26% para 40,87 dólares – o valor mais elevado desde Setembro de 2011.
“A prata está a subir em resposta às expectativas de taxas de juro mais baixas nos Estados Unidos da América (EUA), numa altura em que o mercado de oferta restrito está a ajudar a manter uma tendência ascendente” no metal precioso, considera Tim Waterer, analista-chefe de mercados da KCM Trade, em declarações à Reuters.
Na sexta-feira (29), o Gabinete de Estatística norte-americano divulgou os dados relativos à evolução da inflação no país, com os preços a acelerarem 2,6% em termos homólogos e 0,2% em cadeia – valores que ficaram em linha com as expectativas dos analistas e dão um caminho mais claro para o banco central dos EUA retomar a política de alívio das taxas de juro. Neste contexto, a presidente da Fed de São Francisco, Mary Daly, reiterou o seu apoio a um novo corte nos juros directores na próxima reunião, citando os riscos para o mercado laboral de uma política restritiva.
Tanto o ouro como a prata estão a beneficiar ainda de um dólar mais fraco, isto depois de um tribunal norte-americano ter considerado a grande maioria das tarifas da Administração Trump ilegais. As taxas aduaneiras do Presidente dos EUA vão continuar em vigor, mas esta decisão representa mais um revés para a Casa Branca, estando ainda em foco o “braço-de-ferro” entre Washington e a autoridade monetária do país.























































