O ouro está a negociar praticamente inalterado esta manhã, próximo de máximos de duas semanas, numa altura em que o dólar continua a mostrar sinais de fragilidade e os mercados antecipam um corte nas taxas de juro já em Setembro. Esta sexta-feira (29), o indicador favorito da Reserva Federal (Fed) norte-americana vai permitir ter mais pistas sobre os próximos passos do banco central, numa altura em que o seu presidente, Jerome Powell, já admitiu ser necessário um “ajuste” na política monetária.
Nesta manhã, o metal amarelo recua 0,09% para 3394,29 dólares por onça, apesar de ter tocado o valor mais elevado desde 11 de Agosto durante a madrugada. “Temos boas perspectivas para o ouro devido a questões relacionadas com fundos institucionais e riscos sobre a independência da Fed”, explicou Kyle Rodda, analista de mercados financeiros da Capital.com, à Reuters.
O analista referiu-se às investidas de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos da América (EUA), contra o banco central, que, no início da semana, deixaram Washington e a Fed num “braço de ferro”. O republicano tentou despedir a governadora da autoridade monetária, Lisa Cook, mas a economista decidiu manter-se no cargo, reconhecendo que o líder da maior economia do mundo “não tem autoridade” para a mandar embora. Mesmo assim, os mercados ficaram preocupados com a ingerência de Donald Trump na independência das instituições.
Ainda nesta sexta-feira, o Índice de Preços das Despesas Pessoais de Consumo (PCE) dos EUA deve revelar que os preços ficaram estáveis no país, mantendo-se nos 2,6% em Julho, de acordo com os economistas abordados pela Reuters. Com a estabilidade da inflação, o mercado de swaps continua a apontar para uma probabilidade de 88% da Fed cortar as taxas de juro em 25 pontos base na próxima reunião.























































